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Policial

Policial que matou empresário volta ao trabalho em setor de informática da PRF

Antes do crime, Moon atuava na Delegacia da Polícia Rodoviária Federal de Corumbá, em patrulhamento.

Correio do Estado

02 de Fevereiro de 2017 - 13:28

O policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, 47 anos, que está em liberdade provisória desde ontem (1º), foi reposicionado no setor de informática da instituição, responsável tanto por sistemas quanto manutenção de computadores.

De acordo com a assessoria de comunicação da PRF, a medida foi tomada para cumprir determinação do juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete de Almeida, que mandou o PRF ficar longe dos trabalhos externos. Além disso, o policial, está com o direito suspenso de porte de arma.

Antes do crime, Moon atuava na Delegacia da Polícia Rodoviária Federal de Corumbá, em patrulhamento.

MONITORADO

O novo ambiente de trabalho de Moon é no prédio da superintendência da PRF, que fica na Rua Antônio Maria Coelho, no Jardim dos Estados. O horário de expediente que ele cumprirá será o mesmo dos demais funcionários, das 7h30min às 17h30min com intervalo de duas horas de almoço.

Desde que saiu da cadeia, Moon é rastreado pelo sistema prisional por tornozeleira. Além de determinar que o policial fosse colocado em atividade administrativa, o juiz autorizou a saída mediante uso do equipamento. Ontem (1º), pela manhã, Moon deixou o Centro de Triagem e foi levado até o Patronato Penitenciário onde é feita a instalação da tornozeleira eletrônica - que ele deverá usar por seis meses.

ADMINISTRATIVO

O policial rodoviário federal responde a processo por homicídio pela morte do empresário Adriano Correia do Nascimento, em 31 de dezembro do ano passado, e dupla tentativa de homicídio por causa de dois passageiros que estavam na caminhonete de Adriano. O crime aconteceu em desentendimento que aconteceu no trânsito, no Centro de Campo Grande.

Paralelo à Justiça, o policial responde a processo administrativo que foi aberto na corregedoria da PRF. A atual fase desse procedimento é de instrução e serão feitas oitivas. Conforme a assessoria de imprensa da Polícia Rodoviária Federal não é descartada a coleta de testemunho das vítimas que sobreviveram aos disparos.

Foi informado que não há prazo específico para a conclusão dessa apuração, que pode resultar na expulsão de Ricardo Moon da instituição. "Deve ser buscada a verdade", informou a PRF, por meio da assessoria de imprensa.