Policial
Presos estão sendo interrogados e podem passar noite em delegacia
Os 15 presos na 2ª fase da Operação Lama Asfáltica estão sendo interrogados na sede da Polícia Federal em Campo Grande
Correio do Estado
10 de Maio de 2016 - 16:37
Os 15 presos na 2ª fase da Operação Lama Asfáltica estão sendo interrogados na sede da Polícia Federal em Campo Grande e, depois disso, serão encaminhados para uma unidade prisional. A assessoria de imprensa da PF, porém, informou que há possibilidade de que os detidos passem a noite na delegacia e sejam transferidos nesta quarta-feira (11).
A segunda fase da Operação Lama Asfáltica teve como foco o crime de lavagem de dinheiro, tendo em vista que investigados teriam ocultado patrimônio decorrente de fraude de licitações. Mecanismo utilizando era o de constituir empresa no nome de familiares e pessoas de confiança para torná-la lícita, adquirindo assim fazendas e imóveis urbanos.
Foram presos hoje:
André Luiz Cance - secretário-adjunto de Fazenda
Ana Cristina Pereira da Silva ex-esposa de André Luiz Cance
Edson Giroto ex-deputado federal e ex-secretário de obras
Rachel Rosa de Jesus Portela Giroto esposa de Giroto
João Amorim empreiteiro dono da Proteco
Ana Paula Amorim Dolzan filha de Amorim
Ana Lúcia Amorim filha de Amorim
Renata Amorim Agnoletto filha de Amorim
Elza Cristina Araújo dos Santos secretária e sócia de Amorim
Flávio Henrique Garcia empresário
Wilson Roberto Mariano de Oliveira (Beto Mariano) ex-diretor e fiscal da Agesul, ex-deputado estadual e ex-prefeito de Paranaíba
Mariane Mariano de Oliveira- filha de Beto Mariano, ela tem fazenda em Rio Negro investigada na operação
Maria Wilma Casanova ex-diretora presidente da Agesul
Hélio Yudi Komiyama ex-gerente de obras viárias da Agesul
Evaldo Furrer Matos proprietário de fazenda
FAZENDAS DE LAMA
O nome faz referência a compra de imóveis rurais com o recurso desviado, esta fase tem por foco a ocorrência de crimes de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
Os envolvidos criavam empresas de pequeno porte em que doavam cerca de 80% do suposto faturamento de R$ 1,7 milhão a título de lucro. Esse recurso era usado para compra dos imóveis rurais e urbanos.
Hoje foram cumpridos 15 mandados de prisão temporária, 28 de busca e apreensão e 24 sequestros de bens de investigados. O valor global sob suspeita chega a R$ 2 bilhões, sendo que desse montante, R$ 44 milhões já foram identificados como desviados.
Durante a segunda fase da Operação Lama Asfáltica foram apreendidos US$ 10 mil, quantia em real ainda não determinada, computadores e mídias.




