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Policial

Presos que iniciaram motim na Máxima revelam armas escondidas no presídio

Os presos continuaram dizendo que não estavam seguros, porque celas estariam serradas e os membros da facção ainda poderiam alcançá-los e matá-los.

Midiamax

15 de Dezembro de 2016 - 10:18

Após o princípio de motim no Presídio de Segurança Máxima na noite de quarta-feira (14), 32 presos que estariam sofrendo ameaças do PCC (Primeiro Comando da Capital), revelaram que há muitas armas escondidas no estabelecimento penal. Após o motim, algumas facas artesanais foram apreendidas.

O presidente do Sinsap/MS (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária), André Santiago, foi até o presídio na manhã desta quinta-feira (15). Segundo ele, o motim teve início por conta de um problema de convívio entre os 32 presos, e não 33 como informado anteriormente, e os demais internos.

Conforme relato dos presos, eles foram ameaçados de morte por não pertencerem à facção, como uma forma de pressionar os internos a entrarem para o PCC. Temendo pela segurança, eles iniciaram o motim para pedirem transferência. A princípio, foram levados do Pavilhão III pra o Pavilhão VI.

Os presos continuaram dizendo que não estavam seguros, porque celas estariam serradas e os membros da facção ainda poderiam alcançá-los e matá-los. Os internos foram levados ao Pavilhão IV, que é isolado. Segundo eles, as últimas mortes na Máxima foram um ‘aviso’ do que poderia acontecer com eles.

“Só este ano foram 18 mortes, a situação já está ficando fora de controle”, afirmou Santiago. Após o motim, quatro facas artesanais foram apreendidas, mas os 32 presos revelaram que há muito mais armas escondidas no presídio com os membros da facção.