Policial
PRF acusado de matar empresário durante briga no trânsito vai a júri popular
MP acusou o policial de fraude processual ao colocar flambadores no veículo da vítima após perícia. A defesa do acusado pediu absolvição sumária, alegando legítima defesa.
G1 MS
30 de Agosto de 2017 - 09:00
O juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete de Almeida, decidiu submeter o caso do policial rodoviário federal Ricardo Su Moon, acusado de matar o empresário Adriano Correia do Nascimento e de tentativa de homicídio dos outros dois ocupantes da caminhonete, a júri popular. A data ainda não foi definida.
Na decisão, o juiz manteve as medidas cautelares alternativas à prisão, permanecendo o acusado suspenso do direito de portar arma de fogo; recolhimento domiciliar no período noturno, proibição de ausentar-se do país, exercício de suas atividades profissionais em função interna e fixação de fiança, tudo conforme decisão do dia 31 de janeiro deste ano, com exceção da monitoração eletrônica, visto que a tornozeleira tem prazo máximo de sua utilização de 180 dias, prazo este já ultrapassado.
Segundo a denúncia, no dia 31 de dezembro de 2016, por volta das 5h40 (de MS), na avenida Ernesto Geisel, esquina com a rua 26 de Agosto, o policial matou o empresário e atirou contra os outros dois ocupantes durante uma briga de trânsito. O acusado se deslocava para o trabalho no município de Corumbá, conduzindo o veículo até a rodoviária, onde pegaria um ônibus intermunicipal.
A discussão teria começado depois de Adriano ter feito um conversão à direita, e sem perceber a proximidade do veículo do acusado quase provocou um acidente de trânsito. Ricardo Su Moon abordou as vítimas, descendo do veículo já na posse de sua arma de fogo, dizendo que era policial e chamou reforço.
As vítimas chegaram a descer do carro e pediram que o acusado mostrasse a identificação porque não conseguiram identificar pela roupa que vestia, o traje sereia. Diante da recusa do acusado, eles retornaram ao carro e Adriano ligou a camionete iniciando manobra para desviar do veículo do acusado que estava impedindo sua passagem.
Quando iniciou o deslocamento, o policial efetuou disparos na direção deles, sendo que após os disparos o veículo das vítimas prosseguiu por alguns metros e chocou-se num poste de iluminação. Após o choque, o adolescente saltou do carro e fraturou membros do corpo. A outra vítima foi atingida por disparos, mas foi socorrida. Com relação a Adriano, ele foi atingido em regiões vitais e morreu no local.




