Policial
Professor morto em escola de informática teria pedido desculpa a colega assediada
O proprietário da escola não entrou em detalhes sobre o tal episódio de assédio e não deu mais informações sobre o caso
Midiamax
13 de Abril de 2016 - 10:21
Durante julgamento de Francimar Câmara Cardoso, de 31 anos, apontado como autor do homicídio Bruno Soares da Silva Santos, então com 29 anos, depoimentos confirmam um suposto assédio da vítima à esposa do criminoso. O fato teria motivado Francimar a procurar Bruno no dia 16 de março de 2015 e matá-lo com um tiro.
A mulher de Francimar, que trabalhava com Bruno, confirmou que no dia 23 de fevereiro do ano passado foi molestada pelo colega. O fato já havia sido relatado à polícia e ela ainda fez novas afirmações sobre o caso. O proprietário da escola de informática Microcamp Informática também prestou depoimento e revelou que Bruno chegou a pedir desculpas pelo ocorrido.
Segundo o dono da empresa, a funcionária contou sobre o suposto caso de assédio e ele chamou os dois envolvidos na sala, momento em que Bruno teria pedido desculpas e confirmado que havia exagerado. O proprietário da escola não entrou em detalhes sobre o tal episódio de assédio e não deu mais informações sobre o caso. Ele ainda conta que a funcionária pediu para ser demitida na época e ela diz que só não pediu demissão para não perder os direitos trabalhistas.
O pastor da igreja que Francimar e a esposa frequentam também foi ouvido. Ovídio conta que foi procurado pela mulher e ela relatou ter sido abusada pelo colega de serviço. O pastor afirma que a orientou e também ao marido, a aguardarem a decisão da justiça. Contudo, no dia 16 de março Francimar foi até a escola e assassinou Bruno com um tiro de espingarda.
Em depoimento, o acusado confirma o crime e conta que a arma usada, uma espingarda calibre 26 que foi apresentada ao júri pelo promotor Humberto Lapa, era de propriedade do pai dele. Francimar ainda diz que foi até a escola no dia apenas para dar um susto em Bruno e que não pretendia atirar, mas fez o disparo com a arma quando a vítima se levantou da cadeira e teria partido para cima dele.
Homicídio
O crime ocorreu na manhã do dia 16 de março de 2015. No dia, Francimar chegou na escola de informática onde Bruno era supervisor e perguntou por ele. Ao ser informado de que o rapaz estava no estabelecimento, Francimar teria voltado no carro, onde pegou a espingarda calibre 26, e efetuou um disparo contra a vítima, que morreu no local.
Após quase um ano do crime, o caso é julgado nesta quarta-feira (13), na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos. Francimar é julgado por homicídio qualificado, sem possibilidade de defesa da vítima.




