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Policial

Rapaz que prestou depoimento no caso Jóquei Clube é assassinado

Segundo o delegado, dívidas de drogas seria a motivação para o crime. O caso será investigado pela 4ª Delegacia.

Campo Grande News

09 de Julho de 2013 - 10:32

Um rapaz de 23 anos, que prestou depoimento ontem (8) sobre o caso da morte de um rapaz ocorrida em uma festa no Jóquei Clube de Campo Grande, foi assassinado com um tiro na cabeça em um campo de futebol, no bairro Cidade Morena.

De acordo com a Polícia Civil, André Luiz da Cruz Pereira, 23 anos, estava sentado em uma mureta, acompanhado de um amigo. Por volta das 20 horas, um homem em uma motocicleta passou pelo local e efetuou vários disparos.

O tiro acertou a cabeça de André que morreu no local. O amigo conseguiu fugir e ainda não foi localizado pela Polícia. O delegado João Reis, plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Piratininga, responsável pelo registro da ocorrência, acredita que o alvo do tiro não era André, mas sim o amigo dele.

Segundo o delegado, dívidas de drogas seria a motivação para o crime. O caso será investigado pela 4ª Delegacia.

Depoimento - A vítima esteve na delegacia ontem de tarde para prestar depoimento ao delegado Cláudio Martins, da 5ª Delegacia, responsável pela investigação da morte de Idenilson da Silva Barros, de 20 anos, soldado do Exercito encontrado já sem vida no estacionamento do Jóquei Clube, após o show da dupla Munhoz e Mariano, no dia 18 de maio deste ano.

André foi intimado porque a mãe dele havia entrado em contato com o delegado relatando que o filho tinha sido agredido durante o show do cantor Gustavo Lima, realizado em março deste ano, também no Jóquei Clube, pelos funcionários da mesma empresa que fez a segurança do show de Munhoz e Mariano.

A Polícia Civil investiga se os seguranças agrediram o soldado antes dele ser encontrado morto. Informações dão conta de que eles foram vistos retirando o rapaz a força do camarote. O delegado Cláudio Martins afirma que André não conhecia Idenilson, e que o depoimento dele não contribuiu para a investigação.

Porém, Martins não descarta ligação entre os dois casos. “Ainda estamos investigando”, afirma o delegado. O suspeito de matar André já foi identificado, mas ainda não foi preso.