Policial
Roubo que terminou em morte de taxista foi encomendado da Bolívia por WhatsApp
Segundo o delegado responsável pelo caso, Gustavo Bueno, pouco depois de embarcarem no veículo, o roubo foi anunciado.
Correio do Estado
01 de Abril de 2016 - 09:45
Reprodução simulada do latrocínio do taxista Claudinei Guerreiro Zorio, foi realizada nesta quinta-feira (31), em Corumbá. O casal suspeito de cometer o crime revelou que o roubo foi encomendado via aplicativo WhatsApp por um primo da mulher, que mora na Bolívia, mesmo país onde o casal foi preso.
O crime aconteceu no dia 9 de março. De acordo com a Polícia Civil, na reconstituição foi possível determinar que Edgar Souza Arruda, 26 anos e sua companheira, Ingrid da Silva Soares, 23 anos, grávida de seis meses, contrataram o serviço de táxi da vítima sob pretexto de que iriam para o Centro de Saúde da Mulher.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Gustavo Bueno, pouco depois de embarcarem no veículo, o roubo foi anunciado. O taxista reagiu e foi morto com uma facada no pescoço. Depois do crime, os suspeitos se livraram dos pertences de Claudinei e fugiram para a Bolívia, onde entregariam o carro para o "contratante".
O delegado informou que a reprodução simulada ajudou a esclarecer algumas contradições nos depoimentos e que o crime foi cometido com requintes de crueldade. O taxista foi atingido por uma facada na carótida e quatro golpes pelo corpo, mas conseguiu tomar a faca do suspeito e deu um golpe no braço da mulher. Ele foi encontrado caído próximo ao anel viário.
Ainda segundo o delegado, um primo da mulher, que mora na Bolívia, pediu para que o roubo fosse efetuado e mandou via WhatsApp fotos do modelo do veículo que ele queria. Pelo carro, ele pagaria o valor de 5 mil dólares. O rapaz já foi identificado e a representação pela prisão preventiva efetuada.
Nós vamos acabar com essa ideia de que lá [Bolívia] é a receptação, no meu modo de entender ele é participe do crime de latrocínio, que é o roubo seguido de morte, que ele instigou a prática de tudo isso que nós vimos aqui, afirmou o delegado.
PRISÃO
O casal foi preso por Policiais da Direção de Investigação e Prevenção ao Roubo de Veículos (Diprove), da Bolívia, no dia 19 de março. O carro Agile teve as placas brasileiras substituídas por placas da cidade boliviana de Roboré.
Os suspeitos foram entregues à polícia brasileira no dia 21 de março. O carro estava em bom estado e foi devolvido à família da vítima.




