Policial
Sem exame de DNA, polícia pede prazo para identificar ossada em MS
Ossada com silicone foi encontrada em uma madeireira de Campo Grande. Delegado diz que suspeita é que caseiro ajudou a enterrar jovem no local.
G1 MS
12 de Junho de 2015 - 15:54
A Polícia Civil pediu um prazo maior para continuar com as investigações sobre a ossada encontrada em uma madeireira em Campo Grande, em março deste ano. Segundo o delegado Messias Pires, adjunto da 6ª Delegacia de Polícia, disse que ainda não recebeu o resultado do exame de DNA, por conta do atraso de entrega nos resultados.
Ainda não temos o resultado da perícia. A diretoria nos afirmou que ainda não está pronto e por isso pedimos mais 30 dias para encerrar o inquérito, afirmou ao site o delegado, ressaltando que a mãe da vítima estaria ansiosa. A mãe fica apavorada em saber logo o resultado, mas estamos aguardando.
Ocultação de cadáver
Sobre o que foi constatado até o momento, o delegado disse que dezenas de testemunhas comentaram que o somente o proprietário da madeireira, a vítima e um caseiro tinham acesso ao imóvel.
O caseiro alimentava os cachorros, pois tinha acesso ao local para colocar ração e água. Ele inclusive confessou que enterrou mais de um animal lá onde a vítima foi localizada. É possível sim que ele tenha ajudado no crime, ocultado o cadáver, comentou o delegado.
Silicone
Ao lado da ossada, a polícia localizou próteses de silicone, que seriam um presente do amante de Marília, desaparecida desde 2003.
Em depoimento, uma mulher que teve um relacionamento com o suspeito em 2004 disse que também foi presenteada com silicone por ele, sendo que o homem pagou a mesma clínica e médica para realizar o procedimento, de acordo com o delegado.
Entenda o caso
A ossada humana foi encontrada enterrada na fossa de uma empresa, no bairro Taveirópolis. A Polícia Civil disse que os indícios eram de que o esqueleto estava soterrado há pelo menos 12 anos. No material encontrado havia próteses de silicone e uma calcinha, indicando a possibilidade de ser uma mulher.
Enquanto retirava areia da fossa, um funcionário da madeireira avistou os restos mortais. Os ossos estavam divididos em três sacos de ração de cachorro que tinham, na data de fabricação, o ano de 2003. Para o delegado, isso indica a antiguidade do soterramento.




