Policial
Sem papiloscopista na delegacia, Carteira de Identidade só na Capital
O serviço está suspenso porque o único papiloscopista da delegacia, Clayton Ortega, se licenciou do cargo para assumir a Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer.
Flávio Paes/Região News
15 de Março de 2013 - 07:35
Desde janeiro a Delegacia da Polícia Civil de Sidrolândia não está expedindo Carteira de Identidade. Quem precisar tirar a 1ª ou 2ª via do RG agora tem de deslocar até Campo Grande, onde arcará com as despesas da viagem (de ônibus ou condução própria). Como o documento demora pelo menos duas semanas para ser expedido depois de solicitado, serão necessárias duas viagens à Capital.
O serviço está suspenso porque o único papiloscopista da delegacia, Clayton Ortega, se licenciou do cargo para assumir a Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer. A primeira via da RG é gratuita, mas a segunda via custa R$ 70,52 (o equivalente a quatro unidades fiscais de Mato Grosso do Sul).
Além de não ter condições de expedir Carteira de Identidade, a delegacia nesta semana não vinha registrando boletins de ocorrência, porque acabou o estoque de toner e os BOs não podem ser impressos para os autores da queixa assinarem e terem o comprovante da comunicação.
O Papiloscopista policial é o profissional especializado em trabalhar com a identificação humana, geralmente através das cristas de fricção da pele. Usualmente, essa identificação é feita com base nos desenhos papilares presentes nos dedos (dactiloscopia) e das palmas das mãos (quiroscopia), bem como dos artelhos e plantas dos pés (podoscopia).
A identificação utilizando as papilas dérmicas é realizada pelos especialistas em necropapiloscopia, quando a camada mais externa da pele, denominada epiderme, tenha sido destacada por decorrência do processo de decomposição. O processo de identificação mais utilizado pela Polícia Judiciária, com base científica até hoje não posta em dúvida, é o da identificação dactiloscópica.
Ele e responsável pela coleta de vestígios papiloscópicos nos locais de crimes e em suportes diversos que tenham relação com o evento, o papiloscopista tem importante participação na identificação de vítimas desconhecidas e, principalmente, nos casos em que os cadáveres encontram-se em adiantado estado de putrefação.




