Policial
Sidrolandense morto na Capital foi baleado ao perseguir assassinos a pé e com um facão
De acordo com o delegado, não há informação do que os assaltantes pretendiam roubar, porque nada foi levado.
Flávio Paes/Região News
25 de Janeiro de 2016 - 10:42
As circunstâncias da morte do técnico agropecuário sidrolandense Carlos Guilherme dos Santos Bertoldo, assassinado ontem à noite com um tiro no peito em Campo Grande numa suposta tentativa de assalto, ainda apresenta alguns pontos obscuros que só no curso das investigações será possível esclarecer. O depoimento da esposa dele que estava com Carlos no carro será decisivo para explicar muita coisa. O fato dos assaltantes não terem levado nada da vítima (inclusive o Fiat Strada) abre a possibilidade de não ter sido uma tentativa de assalto.
Conforme o relato da testemunha que passava pelo local (esquina das avenidas Duque de Caxias e Capibaribe) no momento em que tudo acontecia, Carlos saiu a pé na perseguição a dois marginais, portando apenas um facão. Foi quando os marginais fizeram quatro disparos, um deles, acabou atingindo o sidrolandense no peito. Uma reação (a da vítima) no mínimo inusitada, já que é pouco provável alguém sair numa perseguição a pé (quando dispunha do carro para empreender perseguição) e ainda mais armado apenas com uma faca, quando os contentores (no caso os assaltantes) estavam com arma de fogo.
A versão inicial divulgada pela imprensa da capital é de que quatro homens se aproximaram da Strada, onde Carlos estava em companhia de uma mulher num local próximo a um posto de combustível. Eles teriam chegando em quatro (em duas motocicletas), anunciaram o assalto, quando então a vítima, teria tentado reagir usando uma faca, que agora sabe-se, que trata-se de um facão.
O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e a vítima foi levada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Almeida, mas morreu antes de dar entrada.
De acordo com o delegado, Enilton Pires (que antes de ser remanejado para capital atuava em Sidrolândia) não há informação do que os assaltantes pretendiam roubar, porque nada foi levado. A única testemunha que poderia dar mais detalhes sobre o crime é a mulher de Carlos, mas ela não pôde ser ouvida, pois está em estado de choque. O carro da vítima foi apreendido e, posteriormente, entregue para a família.
No local do crime, a polícia também apreendeu um chinelo, possivelmente deixado por um dos bandidos. O caso foi registrado como roubo, se da violência resulta morte, e é investigado pelo SIG (Setor de Investigações Gerais) e também será passado para a Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos).




