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Policial

Supersafra de maconha eleva apreensões em Mato Grosso do Sul

Só o 14 Batalhão da PMR é responsável pela apreensão de 11.720 kg de maconha, de janeiro até aqui.

Dourados Agora

12 de Julho de 2013 - 15:16

A explicação para o aumento das apreensões de maconha na fronteira entre o Brasil e o Paraguai pode estar na supersafra da planta no vizinho país. As condições climáticas favoráveis e o aprimoramento das técnicas de plantio estariam fazendo crescer a produção.

O balanço de apreensões de maconha divulgado pela Polícia Militar Rodoviária mostra que durante o primeiro semestre de 2013, o volume de apreensão aumentou em 98,5%, se comparado ao mesmo período de 2012. Só o 14 Batalhão da PMR é responsável pela apreensão de 11.720 kg de maconha, de janeiro até aqui.

As apreensões, nos últimos meses, têm se mantido, em média, entre 500 kg e uma tonelada, quantidade que, em geral, é o limite da capacidade de um carro de passeio. Mas são várias as cargas interceptadas pelas polícias que passam de uma tonelada, transportadas por caminhões ou camionetes.

Nos últimos cinco dias, a Polícia Federal fez duas apreensões de três toneladas de maconha. Ontem, por exemplo, a PF interceptou 3 toneladas de maconha, 5 veículos e duas armas e munições.

A operação aconteceu por volta de 7h da manhã, em Bandeirantes, e contou com o apoio de policiais da PM2, Polícia Civil da cidade de Bandeirante e ainda do Cigcoe (Companhia Independente de Gerenciamento de Crise e Operações Especiais), resultou ainda na prisão de cinco homens que estariam envolvidos no transporte.

Um dos batedores, a princípio, conseguiu furar o cerco policial, imprimindo velocidade em seu veículo de mais de 170 km por hora, sendo alcançado e preso próximo da cidade de Rio Verde, distante cerca de 210 quilômetros de Campo Grande.

A maconha estava distribuída na carroceria de uma camioneta e parte em um veículo tipo furgão. Além dos dois motoristas, foram presos 3 pessoas, cada uma em um carro equipado com rádio transmissor, que prestavam apoio, na modalidade de “batedores” ao carregamento. O grupo estava armado com uma espingarda calibre 12 e uma pistola calibre 9 mm de fabricação israelense. As armas estavam municiadas.