Policial
Suspeito de crime só consegue se entregar após insistir uma tarde inteira
Nesta segunda-feira Célio enfrentou a forte resistência do escrivão de plantão que insistia para que voltasse só nesta terça-feira às 10 horas, quando prestaria depoimento.
Flávio Paes/Região News
26 de Março de 2013 - 13:54
Célio dos Santos, 52 anos, foragido da Polícia desde sábado, quando matou a facadas o seu cunhado Jonas Nantes Martins, 66 anos, só conseguiu se entregar ontem na Delegacia após quatro horas de muita insistência, dele e do empresário Nelson Feitosa, a quem ele procurou pedindo ajuda. Célio cometeu o crime na tarde do último sábado, por volta das 15 horas na Rua General Osório, no Bairro São Bento.
Nesta segunda-feira o assassino confesso enfrentou a forte resistência do escrivão de plantão que insistia para que voltasse só nesta terça-feira às 10 horas, quando prestaria depoimento. Logo depois de matar o cunhado no sábado , Célio conseguiu driblar a Polícia, fugindo de bicicleta. Acabou parando domingo à tarde na fazenda de Nelson Feitosa para quem ele prestara serviço recentemente. Pediu ajuda à Nelson, que em princípio não levou a sério a confissão dele, que havia matado o cunhado algumas horas antes.
O empresário deixou que Célio dormisse na fazenda, enquanto ele, no início da noite de domingo voltou para Sidrolândia porque nesta segunda-feira pela manhã tinha consulta médica na Capital. Só aqui na cidade teve acesso à internet e tomou conhecimento pelo Região News do crime registrado sábado à tarde no São Bento e dos seus protagonistas.
Nelson Feitosa aproveitou sua estada em Campo Grande para se aconselhar com o delegado Jeferson Nereu, que já atuou em Sidrolândia. O delegado orientou Feitosa a convencer o assassino confesso a se apresentar à Polícia. Por telefone, o empresário falou com Célio e ele acabou concordando em se entregar.
De volta a Sidrolândia, por volta das 14 horas, Nelson levou Célio ao escritório do advogado David Olindo que o acompanharia na apresentação à Polícia. Por telefone comunicou ao agente de plantão que estava com o foragido e o levaria para a delegacia. O policial sugeriu que deixasse a apresentação para o dia seguinte, esta terça-feira.
Como houve um desencontro com o advogado, o empresário por volta das 18 horas decidiu ele próprio deixar o rapaz na delegacia para resolver a situação de
vez e não adiar para o dia seguinte. Chegando lá, os policiais não queriam receber o acusado. Foi então que Nelson deixou Célio na delegacia e saiu pela cidade em busca de alguém que pudesse testemunhar a entrega do rapaz.
Retornou à delegacia e com ele, levou um empresário, o dono de um depósito de material de construção, Jair do Nascimento que encontrou num roda de amigos. Na delegacia, teve a sorte de encontrar no local, tratando de outro assunto, uma defensora pública e um advogado. Diante de tantas testemunhas, os policiais não tiveram outra opção, a não ser recepcionar o novo hóspede das celas.




