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Policial

Traficante resiste à prisão, PRF reage e suspeito morre no hospital em Sidrolândia

Conforme a versão da PRF, ele passou em alta velocidade pela Base na BR-060, o que despertou suspeitas nos policiais.

Flávio Paes/Região News

25 de Junho de 2020 - 07:49

Traficante resiste à prisão, PRF reage e suspeito morre no hospital em Sidrolândia

Um rapaz de 25 anos, ferido por policiais rodoviários federais ao reagir a prisão morreu ontem de manhã ao ser socorrido e dar entrada no Hospital Elimiria Silvério Barbosa. O suspeito, dirigindo um Jeep Renegade pela BR-060 transportava 950 quilos de maconha.

Conforme a versão da PRF, ele passou em alta velocidade pela Base Operacional da Polícia Rodoviária na BR-060, o que despertou suspeitas nos policiais plantonistas saíram na perseguição dele. Ao notar que estava sendo perseguido, o motorista tentou sair da pista.

Ainda em alta velocidade, ele entrou no pátio de uma borracharia às margens da rodovia, que fica a cerca de 10 quilômetros do posto de fiscalização, atravessou a varanda e dirigiu em direção a vegetação atrás do prédio. A manobra, no entanto, não deu certo e ele colidiu com um arado que estava no pasto. Sem ter como continuar com o carro, resolveu fugir a pé.

Assim que o motorista desceu do Jeep, os policiais fizeram o mesmo. Enquanto um deles corria atrás do suspeito, o outro foi pela lateral, com intenção de cercar o fugitivo.

Nesse momento, o rapaz sacou um revólver e atirou no policial que o perseguia. Ao ver a situação, o inspetor que estava na lateral também disparou. O tiro atingiu o ombro do motorista, que ainda não foi identificado pela polícia. Os próprios agentes foram os primeiros a prestar socorro a ele, pararam o sangramento e o levaram de viatura até o hospital de Sidrolândia. Ainda assim, ele não resistiu ao ferimento.

O jovem, segundo a polícia, estava com um revólver calibre 32. No Jeep foram encontrados vários tabletes de maconha escondidos no porta-malas e em cima dos bancos, cobertos apenas por um pano. A droga pesou pouco mais de 950 quilos. Placas falsas também foram apreendidas e a suspeita é que elas eram trocadas ao longo da viagem para despistar a polícia.

Apesar de ocorrer em Sidrolândia, o caso foi registrado no Garras (Delegacia Especializada Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) em Campo Grande.