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Policial

Transexual encontrada morta no carro não foi vítima de homicídio

O médico legista que examinou o corpo de Marcelly, segundo o delegado, disse que a transexual teve parada cardiorrespiratória e os motivos ainda são investigados.

Dourados Agora

21 de Agosto de 2013 - 07:54

A transexual Marcelly Tavares, de 30 anos, encontrada morta dentro do próprio veículo na última sexta-feira, na área central de Dourados, não foi vítima de homicídio. É o que indica as investigações da Polícia Civil de Dourados.

"Não descartamos 100% essa hipótese, mas não há sinais de estrangulamento e espancamento no corpo", disse o delegado Adilson Sitiguivits, chefe do SIG (Serviço de Investigações Gerais) da Polícia Civil.

Marcelly foi encontrada dentro do Honda Fit, que estava estacionado em frente a uma construção na Rua Dr. Nelson de Araújo, entre a Rua Cuiabá e a Antônio Emílio de Figueiredo.

De acordo com o delegado, a vítima tinha um envolvimento com um rapaz de 20 anos, morador no Jardim Tropical. A investigação chegou até ele após rastrear o último telefone feito para o celular de Marcelly.

Na manhã e na tarde desta terça-feira, o jovem prestou depoimento na delegacia. Segundo o delegado, o rapaz informou que contratou o programa da transexual, que foi até a casa dele na noite de sexta-feira.

No depoimento, o jovem informou que durante o programa Marcelly começou a passar mal, ter convulsões. Na tentativa de ajudá-la, o jovem alegou que a colocou dentro do carro e seguiu rumo ao hospital, mas percebendo que a mesma já estava morta, decidiu abandoná-la dentro do carro, na rua.

Ainda de acordo com o delegado, o rapaz relatou que conhecia Marcelly há um ano. Por não prestar socorro e não acionar autoridades competentes, o jovem poderá responder por omissão de socorro. O médico legista que examinou o corpo de Marcelly, segundo o delegado, disse que a transexual teve parada cardiorrespiratória e os motivos ainda são investigados.