Policial
Travesti morta está sem identificação e caso nem começou a ser investigado
Na sexta-feira (24), o Imol colheu as digitais da vítima para tentar identificá-la, mas até o momento nenhum familiar compareceu no instituto
Campo Grande News
28 de Junho de 2016 - 15:45
Morta na noite de quinta-feira passada (23) com uma facada no abdômen, o corpo da travesti conhecida apenas como Luana continua no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) de Campo Grande sem identificação e o caso nem começou a ser investigado pela Polícia Civil. O crime ocorreu na Travessa Guavira, próximo do Cemitério do Cruzeiro, no Jardim Guanabara, região norte da Capital.
Por enquanto, o boletim de ocorrência registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro continua em branco em relação a identificação da vítima e o caso ainda nem foi direcionado para alguma delegacia especializada ou da área para ser investigado.
No dia seguinte ao crime, a TV News foi até a região e constatou com os moradores que o local é ponto de prostituição, uso de drogas e álcool, o que favorece crimes e a violência. Muitos vizinhos da Travessa Guavira relataram a zona que se forma na via todas as noites.
Na sexta-feira (24), o Imol colheu as digitais da vítima para tentar identificá-la, mas até o momento nenhum familiar compareceu no instituto. Na noite do crime, uma testemunha afirmou apenas que ouviu gritos de socorro e que avistou um homem correndo com a faca na mão. Ainda não se sabe o que motivou o crime e o autor não foi identificado. Ao lado do corpo, foram encontrados vários objetos como um cachimbo para usar droga.
Ainda segundo o Imol, somente um parente de primeiro grau tem a autorização para liberar um corpo, a não ser que outra pessoa possua uma procuração. O prazo legal para que um corpo fique no instituto aguardando liberação é de três meses.




