Policial
Três advogados presos pelo Gaeco defenderam quadrilha de fraudadores de CNH em 2011
Eles vendiam as carteiras no valor de R$ 1,5 a R$ 3 mil. Já o certificado de cursos era vendido no valor de R$ 400, contabilizando uma estimativa de movimentação financeira na ordem de R$ 500 mil por parte dos suspeitos.
Midia Max
10 de Abril de 2013 - 08:00
Assim como na manhã desta terça-feira (9), o Ministério Público e a polícia deflagraram uma operação para combater a emissão de falsas CNH´s (Carteira Nacional de Habilitação), em todo o Estado no ano de 2011. Pois bem, os presos daquela época tiveram a sua defesa por advogados que literalmente entraram no esquema. Hoje, dos sete presos, três são aqueles advogados e que confessam toda a participação no crime.
Um deles, de acordo com o promotor de Justiça, Marcos Alex Vera, é Ivan Costa dos Reis, 43 anos. O suspeito chegou a Capital escoltado por um helicóptero da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e é apontado como um dos chefes da quadrilha em Cuiabá (MT), além de inúmeros contatos com integrantes do Estado.
Era ele quem fazia o contato com os instrutores de auto-escolas e servidores do Detran/MT (Departamento Estadual de Trânsito do Mato Grosso), para que fossem desenroladas as carteiras. Ivan morava em Cuiabá, mas é natural de Jatéi (MS) e lá também possui inúmeros contatos, explica o promotor Marcos Alex.
Os outros dois advogados são os irmãos de Anastácio, identificados como Elcilande Serafim de Souza, 47 anos e Elcivar Serafim de Souza, 49 anos. O outro irmão, Elcimar Serafim de Souza, 37 anos, é proprietário de uma auto-escola assim como os outros.
O envolvimento dos profissionais da área jurídica surpreendeu até o Ministério Público Estadual, que investiga a quadrilha desde outubro do ano passado, quando seis carteiras foram apreendidas em abordagens da polícia com a mesma característica fraudulenta. Eles possuíam foto, dados pessoais corretos, porém o número do registro era falso.
Eles vendiam as carteiras no valor de R$ 1,5 a R$ 3 mil. Já o certificado de cursos era vendido no valor de R$ 400, contabilizando uma estimativa de movimentação financeira na ordem de R$ 500 mil por parte dos suspeitos.




