Policial
Três garotos já denunciaram abuso sexual em condomínio de Campo Grande
Laudos foram feitos e o delegado Paulo Sérgio Lauretto deve analisar os resultados ainda nesta quinta-feira (19).
Midiamax
19 de Outubro de 2017 - 16:14
Três garotos, de 12 anos, seriam vítimas de abuso sexual de um morador de um residencial de Campo Grande, conforme a Polícia Civil. Uma das vítimas cita outros dois amigos na ocorrência registrada na Depca (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), na última segunda-feira (16). Uma das mães relatou a reportagem que uma primeira denúncia teria sido feita ao disque 100, na segunda-feira (9).
Laudos foram feitos e o delegado Paulo Sérgio Lauretto deve analisar os resultados ainda nesta quinta-feira (19). De acordo com Lauretto, a mãe de uma das vítimas, que foi citada pelo garoto de 12 anos em áudio, ainda não teria comparecido à delegacia.
As denúncias de abuso vieram à tona depois que moradores desconfiaram da atitude de um morador - flagrado entregando dinheiro a uma das vítimas - e decidiram perguntar o motivo. Em áudio, gravado pelos próprios vizinhos, um menino, de apenas 12 anos, revela que era abusado em troca de dinheiro, há aproximadamente um ano.
Na gravação, o garoto divulga o nome de outras vítimas que também recebem dinheiro e podem ter sido abusadas. O site conversou com a mãe de uma das vítimas citadas no áudio, que informou que a primeira denúncia foi feita ao disque 100 na última segunda-feira, 9 de outubro. Na ligação, a mulher teria sido orientada a procurar a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) para registrar o ocorrido.
Após o registro, o menino foi encaminhado para a realização de um exame de corpo de delito para a constatação do crime de abuso sexual. O resultado do exame, de acordo com a mãe, saiu nesta segunda-feira , 16 de outubro, confirmando o estupro. No mesmo dia, a criança teria sido ouvida na unidade especializada em proteção à criança por psicólogas, por cerca de três horas. Nesta quarta-feira, 18 de outubro, o menino passou por exames que podem comprovar a existência de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis).
Ameaças
Segundo a mãe da vítima
citada no áudio, nesta terça-feira, 17 de outubro, o suspeito foi até sua casa
e, em legítima defesa, precisou agredir o homem. A Polícia Militar foi
acionada, mas o suspeito não foi levado preso. Depois da visita do suspeito, a
mulher conta que outras pessoas foram até sua casa para fazer ameaças. Por
medo, mãe e filho decidiram fugir do residencial e clamam por Justiça. Estou
escondida, por medo, meu filho não está indo a escola. Quero Justiça, pois
muitas mães ainda nem sabem, disse.




