Policial
Viúva de servente assassinado é acusada de tentar raptar bebê de 3 meses
Iara, que está grávida de dois meses, é viúva do servente de pedreiro José Aparecido, assassinado na madrugada do último dia 31 de julho.
Flávio Paes/Região News
11 de Agosto de 2014 - 07:42
Em liberdade provisória desde o último dia 11 de julho, Iara da Silva Lima, depois de ser presa por tráfico de droga, é acusada de tentar raptar um bebê de três anos, G. T.A, filho de Silvana Tavares Araújo, dependente química que teria deixado o filho com a ela enquanto tentava levantar dinheiro para alugar uma casa, vendendo salgado de casa em casa.
Iara, que está grávida de dois meses, é viúva do servente de pedreiro José Aparecido, assassinado na madrugada do último dia 31 de julho num bar que funcionava na Rua Afonso Pena, no Bairro São Bento, um ponto de prostituição e venda de drogas. Silvana acusa a ex-amiga de após a morte do marido, ter levado seu filho para Aquidauana e só o trouxe de volta a Sidrolândia porque a avó da criança, avisada da viagem de Iara, ameaçou (por telefone) denunciá-la ao Conselho Tutelar. Esta mulher é envolvida com drogas. Fiquei sabendo que trocou uma motocicleta por droga, acusa a mãe de Silvana.
Iara é mãe de quatro filhas, a mais velha, de 16 anos, se
casou e está grávida. A outra de 13 anos está internada no Hospital Nosso Lar
porque é dependente química. Outras duas estão sob a custódia do Juizado
da Infância e Adolescência, que as mantém na Casa Abrigo, porque estavam em
situação de vulnerabilidade social, perambulavam pelas ruas, submetidas à
prostituição.
Diante da possibilidade de ficar longe do filho definitivamente, Silvana diz que vai tentar se livrar do vício para se dedicar a criança. Se reconciliou com a mãe, com quem estava brigada, procurou a Secretaria de Assistência Social onde pediu uma cesta básica e se inscreveu para assegurar a ajuda financeira por meio dos programas sociais (vale renda e bolsa família).
Droga, vícios, prostituição
O assassinato do servente de pedreiro José Aparecido dos Santos, que teria sido morto a facadas pela ex-amante Vanessa dos Santos Coutinho na madrugada do último dia 31 de julho, revelou um enredo com vários personagens que convivem no mundo das drogas, prostituição e dependência química.
Todos têm várias passagens pela polícia, começando pela própria vítima do crime. José Aparecido cumpria pena em regime semi-aberto. Em 2010 ele teria estuprado e estrangulado uma jovem identificada como Andressa, a Polaca, conhecida catadora de material reciclável, que era amiga de Vanessa. O corpo de Polaca foi encontrado nas proximidades do Jockey Club, as margens da rodovia BR-060 na saída para Maracaju.
Vanessa, principal suspeita do crime, não conseguiu convencer a polícia com a sua versão que só matou José Aparecido para escapar de uma tentativa de estupro. Ela teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e foi transferida para o Presídio Feminino em Campo Grande. Ela é uma velha conhecida da Polícia, assim como o seu marido, Paulo Henrique.
Ela foi acusada de uma tentativa de homicídio de Salmo Soares, a quem teria esfaqueado no tórax na madrugada do dia 3 de junho do ano passado. O atual marido de Vanessa, Paulo Henrique de Lima, três dias da morte de José Aparecido, foi preso pela Polícia Militar na residência do casal, onde além de funcionar um bar que servia de ponto de prostituição, se vendia droga.




