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Política

Balanço mostra que com Marcelo, folha é de R$ 6,2 milhões e só R$ 845 mil de investimento

As receitas somaram R$ 42,8 milhões enquanto já há R$ 53,7 milhões em despesas empenhadas, tendo havido a efetivação do pagamento de R$ 35,3 milhões.

Flávio Paes/Região News

04 de Junho de 2017 - 21:03

Embora os números tenham defasagem de dois meses, o balanço divulgado semana passada no Diário Oficial referente ao primeiro quadrimestre da atual gestão municipal, reproduz o que tem sido até aqui a administração do prefeito Marcelo Ascoli que acaba de completar seis meses: inchaço na folha de pagamento que saltou de uma média de R$ 5,4 milhões em 2016 na gestão do ex-prefeito Ari Basso, para R$ 6,2 milhões, um comprometimento que fez saltar de 55,20% para 62% da receita líquida dos gastos com pessoal; bem acima do teto de 54%, definido pela lei de responsabilidade fiscal.

Ano passado em média a folha comprometeu 55,20% da receita. Em 2015, esta folha ficou em R$ 4,4 milhões, 49,50%, da receita líquida, mesmo com a concessão de reajuste equivalente a inflação do período.

O quadrimestre registrou um déficit de R$ 10.916.057,83, uma média de R$ 2,7 milhões por mês. As receitas somaram R$ 42,8 milhões enquanto já há R$ 53,7 milhões em despesas empenhadas, tendo havido a efetivação do pagamento de R$ 35,3 milhões. 

Resultado, o reajuste anual dos servidores de maio foi suspenso com a promessa de negociação salarial em agosto. Em três meses o prefeito prometeu cortar até 300 contratados, reduzir gratificações (que foram concedidas de forma generosa aos aliados de companha), para assegurar folga de caixa capaz de viabilizar um percentual de correção salarial, que deve ficar bem abaixo dos 16% de aumento reivindicado pelo funcionalismo.

Em contrapartida se investiu pouco, R$ 845 mil, pouco mais de R$ 211 mil por mês. Nenhuma obra, das que herdou do seu antecessor foi retomada ou iniciada. A primeira, deve ser a reforma da Unidade Central de Saúde, que deve começar ainda neste mês, com a ativação parcial da UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

Os números do quadrimestre mostram que de janeiro a abril as receitas correntes somaram R$ 42.828.535,07, sendo que os gastos com pessoal (entre salários e encargos), comprometeram R$ 24.978.529,21.

As demais despesas (incluindo o custeio da máquina pública e alguns poucos investimentos), somaram R$ 28.765.756,54, só que deste total, houve a liquidação (o pagamento) de apenas R$ 10.648.625,60, ou seja, há quase R$ 19 milhões (R$ 18.117.139,94) pendentes de pagamento.