Política
Com manobra para expulsar Bolzan, objetivo da cúpula do PT é garantir mandato ao presidente do partido
O pretexto do processo contra Bolzan na Comissão de Ética toma como base a denúncia, apresentada pelo diretor-secretário Eder Clemente.
Redação-Região News
17 de Dezembro de 2015 - 13:00
A tentativa da direção municipal do PT de expulsar o vereador Sérgio Bolzan, para depois pedir seu mandato, faz parte de uma estratégia da cúpula que visa garantir ao presidente do diretório, Wanderley Lopes Barbosa, uma vaga na Câmara Municipal, embora tenha ficado apenas na terceira suplência.
Na eventual cassação de Bolzan, os dois primeiros suplentes (Josafá Pinto da Silva e Eugênio Werdemberg), não poderiam assumir porque pediram desfiliação do partido. O próximo da lista seria Wanderley, que obteve 250 votos, enquanto Fá garantiu 362 e Eugênio 272.
O pretexto do processo contra Bolzan na Comissão de Ética toma como base a denúncia, apresentada pelo diretor-secretário Eder Clemente, de que Bolzan teria se valido de fraude para se eleger presidente do Sindaves (Sindicato dos trabalhadores das Indústrias de Carnes e Alimentação, Derivados de Sidrolândia). Além disso, ele teria quebrado a ética partidária, porque desde sua eleição na Câmara, não repassa a contribuição partidária equivalente a 8% da sua remuneração, somando uma dívida de R$ 17.314,56.
Bolzan tem que dar explicações aos membros da Comissão a cerca dos fatos que envolvem seu nome. Recusei o pedido de desfiliação porque entendia naquele momento ser o correto a fazer, até porque, ele foi procurado durante todo o dia para ser notificado, mas infelizmente, não conseguimos localiza-lo, revela Wanderley.
Como Bolzan formalizou na Justiça Eleitoral sua decisão de se desfiliar do PT, (com base na janela aberta para a troca de partidos), não terá mais que responder aos questionamentos da comissão de ética do partido.




