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Política

Com reforma, Riedel deve substituir Sérgio de Paula como supersecretário

Reinaldo Azambuja confirmou que já está em estudo novo enxugamento da máquina administrativa, para redimensionar a estrutura do Estado.

Flávio Paes/Região News

06 de Novembro de 2016 - 22:42

Ainda sob o impacto do fracasso eleitoral dos candidatos tucanos nos dois principais colégios eleitorais do Estado (Campo Grande e Dourados) o governador Reinaldo Azambuja vai aproveitar a reforma da estrutura administrativa que pretende promover para substituir Sérgio de Paula, chefe da Casa Civil, pelo secretário de Governo Eduardo Riedel, para exercer o papel de supersecretário, com atribuição de supervisionar e monitorar a atuação de todo o primeiro escalão.

Sérgio, que foi o principal mentor da malsucedida candidatura da vice-governadora Rose Modesto, derrotada por Marquinhos Trad na disputa na capital, deve se transferir para a Prefeitura de Três Lagoas, onde será o braço direto do prefeito eleito Ângelo Guerreiro. É alvo de criticas e queixas dos políticos que reclamam do estilo centralizador, com tons autoritários, do ainda chefe da Casa Civil.

Como parte das medidas de enxugamento haverá a fusão da Casa Civil com a Secretaria de Governo, comandada por Riedel, que tem pretensão de concorrer a uma vaga no Senado (serão duas em disputa na eleição de 2018).

Já a vice-governadora Rose Modesto, não deve voltar ao comando da Secretaria de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho, cargo que ocupava até se desincompatibilizar para ser candidata à prefeita.

Reinaldo Azambuja confirmou que já está em estudo novo enxugamento da máquina administrativa, para redimensionar a estrutura do Estado e garantir a manutenção do equilíbrio fiscal. “As mudanças que estamos estudando não são bem uma reforma. A verdade é que o Estado tem que caber numa estrutura que o governo possa suportar. E não podemos onerar mais o cidadão, pelo contrário, vamos ter que começar a pensar em desoneração, diminuição da carga tributária”.

Como parte do enxugamento, haverá fusão e redimensionamento de estruturas e corte de parte dos 2.400 comissionados. Reinaldo também acenou com estudos para redução da carga tributária para estimular a retomada do crescimento da economia.