Política
De satélite do PSDB, PROS passa ao protagonismo, elege 3 com média de 308 votos por candidato
O partido, numa eventual aliança tática com o PSDB, PSB e PDT, atingiria 8 votos, decisivos para definir a próxima mesa diretora da Câmara.
Flávio Paes/Região News
09 de Outubro de 2016 - 23:03
Até antes da eleição um mero satélite do PSDB, com direção municipal controlada por secretários e funcionários comissionados, o PROS saiu das urnas fortalecido, rivalizando com o PMDB, a condição de maior bancada (com três integrantes) da futura composição da Câmara. O partido, numa eventual aliança tática com o PSDB, PSB e PDT, atingiria 8 votos, decisivos para definir a próxima mesa diretora da Câmara.
O Partido da Ordem Republicano Social tomou o protagonismo dos tucanos (que perdeu metade da sua representação no Parlamento) e literalmente engoliu o PSB que planejava eleger pelo três candidatos, uma espécie de bancada do diretor geral do Detran, Gerson Claro. Ele acabou só conseguindo emplacar seu pupilo Edno Ribas, como vereador reeleito.
O PROS conseguiu eleger Adilson Brito (ex-presidente da Fundação Municipal de Cultura); reelegeu Cledinaldo Cotócio que quase dobrou sua votação (saltou de 286 para 508 votos) e leva para o Legislativo o agente de saúde Otacir Pereira Figueiredo, o Gringo, primeiro representante da comunidade indígena terena que lhe garantiu nas aldeias Tereré e Córrego do Meio, 222 votos, 46,77% dos seus 417 votos. Teve esta votação mesmo sem o apoio dos caciques. Na Tereré, o candidato do líder da comunidade era João Terena (PEN), que garantiu 105 votos.
Juntos, os sete candidatos do partido obtiveram 2.162 votos, uma média de 308,85 por candidato. Os socialistas com seus 2.686 votos (mas média de 206,61 por candidatos) serviram de escada para o PROS. O PSB só teve quatro candidatos com mais de 300 votos. Já o PROS, teve quatro com mais de 400 (dois deles com mais de 500).
Juscelino Pereira, que ficou na primeira suplência, perdendo a vaga para Gringo por 3 votos de diferença, teve 182 votos, mais de 43% da sua votação, apenas no Distrito de Quebra Coco.
Este desempenho do PROS surpreendeu o PSDB, que esperava eleger pelo menos 4 vereadores. A impressão generalizada entre os tucanos é que o comando da campanha de reeleição do prefeito Ari Basso optou por turbinar em termos de estrutura, a chapa do PROS, em detrimento dos próprios candidatos tucanos, minando as chances de reeleição de dois vereadores (Ilson Peres e Marcos Roberto), além de deixar de fora os ex-vereadores Moacir Romero (com 326 votos) e Di Cezar (314 votos).
Do PSDB, teriam sido prestigiados o empresário Ganso, o quarto mais votado com 675 votos, e a vereadora Vilma Felini (com 605 votos) que segundo o vereador Marcos Roberto, teve como uma das suas principais cabos eleitorais, a secretária Municipal de Educação, Sonia Dal Pas.
Vereadores eleitos pelo PROS-
Adilson Brito 532 votos
Cledinaldo Cotócio 508 votos
Otacir Figueiredo- 417 votos
Juscelino Pereira (1º suplente) 414 votos




