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Política

Futuro vice, Amarelo desdenha Daltro pelo whatsapp: ‘não precisamos dele

Daltro Fiuza sempre foi o guru político de Amarelo ao ponto de defendê-lo na Justiça sem receber honorários.

Flávio Paes/Região News

05 de Outubro de 2016 - 08:39

Ironizado pelos adversários e até por alguns aliados quando foi anunciado como candidato a companheiro de chapa de Marcelo Ascoli, porque não teria densidade eleitoral nem para se eleger vereador (“quem perder do Amarelo, vai ganhar de quem”, era o mantra repetido nos meios políticos), o futuro vice-prefeito, com direito a remuneração mensal de R$ 15 mil, Wellison Muchiutti Hernandes, diante da vitória consumada, fez questão de desabafar via whatsapp para expressar um sentimento que ele teve de engolir em seco (por razões “eleitorais”) durante a campanha.

“Medo do Daltro? Mas quem disse que precisamos dele”, disparou num trecho da mensagem na qual apresentava sua receita para a vitória (“Não precisei atacar ninguém. Apenas caminhei e caminhei. Foi o suficiente para vencer”).

Futuro vice, Amarelo desdenha Daltro pelo whatsapp: ‘não precisamos deleDaltro Fiuza sempre foi o guru político de Amarelo ao ponto de defendê-lo na Justiça sem receber honorários. O ex-prefeito mesmo sendo presidente do diretório municipal do PMDB (partido do futuro vice), não só ficou fora da campanha, como vetou que a esposa e a filha disputassem a eleição, na condição de vice ou candidatas a Câmara. Fiúza radicalizou sua neutralidade ao ponto de divulgar nas redes sociais que não apoiava nenhum candidato a prefeito depois de ser fotografado (num velório) junto com Marcelo e Amarelo.

A escolha de Wellison como vice foi uma surpresa para o próprio PMDB que defendia a escolha de outros nomes (supostamente com maior capacidade de agregar votos). Era comum ouvir uma frase padrão entre os “analistas” de plantão: “o PMDB não entra na campanha. Se ao menos fosse o Acelino (o empresário que foi candidato a prefeito em 2012). A dra. Rosangela (vereadora de terceiro mandato que não se reelegeu). Se a vice fosse a esposa de Daltro, a professora Rose Fiúza: a vitória de Marcelo Ascoli seria inevitável”.