Política
Marcelo descarta aumentar verba do transporte e diz a David que vai cumprir o orçamento
O posicionamento foi manifestado pelo futuro prefeito na conversa que manteve nesta segunda-feira com o presidente da Câmara.
Flávio Paes/Região News
31 de Outubro de 2016 - 16:29
O prefeito eleito Marcelo Ascoli não pretende aumentar a dotação orçamentária do transporte universitário para 2017, que pela proposta encaminhada à Câmara pela atual administração, foi fixada em R$ 1.380 milhão, um corte de 25% se comparada com a dotação deste ano, estimada em R$ 1.850 milhão.
Na prática, Ascoli vai manter a reestruturação do programa adotada pelo prefeito Ari Basso, por ele criticada durante a campanha eleitoral. A subvenção foi limitada a quem tem renda de até três salários mínimos, reduzindo pela metade os custos e a quantidade de acadêmicos atendidos (de pouco mais de mil para 517). O posicionamento foi manifestado pelo futuro prefeito na conversa que manteve nesta segunda-feira com o presidente da Câmara.
David Olindo negocia
uma alternativa para garantir a continuidade do transporte até dezembro. O
serviço poderia ser interrompido a partir de amanhã com a decisão do prefeito
Ari Basso de não repassar a subvenção dos próximos dois meses. A proposta é
adiar para 2017 o pagamento deste saldo, em 10 parcelas de R$ 33.400,00, reduzindo de R$ 138
mil para R$ 104.600,00 o recurso disponível todo mês para custear o transporte
do próximo ano. É suficiente para atender 390 alunos, deixando de fora 127 dos
atuais alunos contemplados.
Quero alertar a vocês (dirigindo aos estudantes que foram hoje à Câmara, cobrar apoio dos vereadores): o futuro prefeito não tem varinha mágica. Nem ele, ou qualquer outro candidato que fosse eleito, terá condições de manter a subvenção nos níveis atuais. O município não tem recursos para pagar toda esta conta, admitiu Olindo, após ouvir manifestações de representantes dos estudantes que foram cobrar apoio dos vereadores durante a sessão ordinária.
A
estudante Elaine
Cristaldo, acadêmica de Direito, diz que não tinha cabimento a
Prefeitura cortar a subvenção porque estaria prevista no orçamento. Orçamento
é só uma estimativa de receita e relação de despesas. Quando esta receita não
se confirma é preciso cortar gastos, ensinou Olindo, em resposta a crítica da
acadêmica.




