Política
Sidrolândia tem 20 suplentes com maior votação que 5 vereadores eleitos
Entre os futuros suplentes, 20 foram mais votados que quatro vereadores eleitos: Otacir Figueiredo, Itamar de Souza, Jean Nazareth, Kennedi Forgiarini e Antonio Celso.
Flávio Paes/Região News
09 de Outubro de 2016 - 22:23
Nenhum dos 15 vereadores de Sidrolândia que tomarão posse dia 1º de janeiro alcançou o número de votos suficientes (1.581 o quociente eleitoral) para se eleger sem precisar dos votos das coligações pelas quais disputaram a eleição. Entre os futuros suplentes, 20 foram mais votados que cinco vereadores eleitos: Otacir Figueiredo, Itamar de Souza, Jean Nazareth, Kennedi Forgiarini e Antonio Celso.
Um destes suplentes, Jová Antunes (PTB), com 247 votos, ficou de fora do Legislativo por apenas 3 votos, já que o produtor Antonio Celso Camargo Pereira (PTN) garantiu a segunda vaga da coligação com 250 votos. Ambos disputaram a eleição por uma das coligações que apoiou a candidatura a prefeito do empresário Haroldo Calves, terceiro colocado.
Celso, que é pai do candidato à vice de Haroldo, teve 46% dos seus 250 votos (115) nas seções eleitorais que funcionaram na sede do Assentamento Eldorado, onde votam os moradores da região do Bolicho Seco, onde ele tem propriedade. Nestas seções só foi superado, em termos de votação, pela professora Viviane Rodrigueiro, diretora da escola, que garantiu 119 votos, o equivalente a 38% dos votos que obteve (314).
Quem também teve votação expressiva no Eldorado foi Cleyton Martins (PTN), que saiu das urnas com 324 votos, superando o desempenho de dois vereadores eleitos (o já mencionado Antonio Celso e o advogado Kennedi Forgiarini), perdendo por 15 votos para o petista Jean Nazareth, que se elegeu. Só no Eldorado garantiu 112 votos. Bom desempenho também teve a produtora rural Aletuza Nantes, do Capão Seco que garantiu 87 votos (de um total de 470) e mais 48 votos no Jiboia.
O caso de Jová é curioso. Embora tenha concorrido a um partido que apoiou Haroldo Calves, ele fez campanha abertamente para o prefeito Ari Basso, inclusive exibindo adesivos do PSDB nos seus carros de som. Aliado de Sérgio Bolzan no Sindaves (sindicato que representa os funcionários da JBS) transformou-se posteriormente adversário do vereador que 383 votos não conseguiu garantir o segundo mandato.
Juscelino Pereira, foi outro candidato que não se elegeu por pouco (teve 414 votos, três a menos que os 417 do concorrente eleito pelo PROS, Otacir Figueiredo). Ele foi disparado o mais votado no distrito de Quebra Coco, onde mora. Teve 182 votos, mais de 43% da sua votação total.
Como se define os eleitos
A eleição para a Câmara Municipal é no sistema proporcional. Para se chegar ao resultado final, aplicam-se os chamados quocientes eleitoral e partidário. No caso de Sidrolândia, a cada 1.581 votos, os partidos ou coligações garantem uma vaga na Câmara, que ficará com o candidato mais votado. A coligação PSDB/PDT/PMN, por exemplo, garantiu 4 vagas (2 para o PSDB e 2 para o PDT) porque, juntos seus candidatos obtiveram 6.722 votos (28,55% dos votos válidos), o que resultou em 4,2 vagas pelo quociente.
Conforme o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o sistema proporcional funciona da seguinte forma: para se chegar ao resultado final, aplicam-se os chamados quocientes eleitoral e partidário.
O quociente eleitoral é definido pela soma do número de votos válidos, dividida pelo número de cadeiras em disputa. Apenas partidos isolados e coligações que atingem o quociente eleitoral têm direito a alguma vaga, explica o tribunal em sua página na internet.
Em seguida analisa-se o quociente partidário, que é o resultado do número de votos válidos obtidos, pelo partido isolado ou pela coligação, dividido pelo quociente eleitoral. O saldo da conta corresponde ao número de cadeiras a serem ocupadas.
Havendo sobra de vagas, divide-se o número de votos válidos do partido ou da coligação, conforme o caso, pelo número de lugares obtidos mais um. Quem alcançar o maior resultado assume a cadeira restante. Depois dessas etapas, verifica-se quais são os mais votados dentro de cada partido isolado ou coligação, explica a regra.
Em Sidrolândia foram registrados 493 votos em branco e 438 votos nulos para vereador, representando 3,78% dos eleitores que foram as urnas (24.648). Não votaram no domingo passado, 16,72% do eleitorado, 4.947.
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Vereadores eleitos com menos votos que os suplentes | |
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Otacir Figueiredo |
417 votos |
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Itamar de Souza |
372 votos |
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Jean Nazareth |
339 votos |
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Antonio Celso |
250 votos |
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Kennedi Forgiarini |
286 votos |
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Suplentes com maior votação que os eleitos | |
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Ilson Peres (PSDB) |
482 votos |
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Aletuza Nantes (PDT) |
470 votos |
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Antonio Galdino (PDT) |
470 votos |
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Nélio Paim (PR) |
444 votos |
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Juscelino Pereira (PROS) |
414 votos |
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Joana Michalski (PSB) |
413 votos |
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Rosangela Rodrigues (PMDB) |
360 votos |
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Sérgio Bolzan (PSB) |
383 votos |
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Lo Lun Paul (PSB) |
355 votos |
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Moacir Romero (PSDB) |
326 votos |
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Cleyton Martins (PTN) |
324 votos |
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Di Cezar (PSDB) |
314 votos |
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Viviane Rodrigueiro (PDT) |
314 votos |
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Ana Lídia (DEM) |
280 votos |
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Célio Fialho (PSDB) |
267 votos |
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Chester de Almeida (PSC) |
251 votos |
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Marcio Marqueti (PTC) |
284 votos |
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José Claudio de Melo (PT) |
251 votos |




