Política
Tribunal de Contas aponta gestão temerária de Delcídio e Cerveró na Petrobras
Senador petista é acusado de fazer transações de R$ 2,5 bilhões para construção de termelétrica
Folha MS
17 de Abril de 2014 - 08:35
O senador Delcídio Amaral (PT), pré-candidato a governador de Mato Grosso do Sul, e o ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, foram apontados, em acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) de 10 de novembro de 2010, como responsáveis por assinar contratos expressivamente desfavoráveis à Petrobras. Os técnicos do tribunal anotaram no relatório que os contratos se tratam de gestão temerária. A notícia foi publicada na edição de ontem (16/04) do jornal O Globo.
Segundo o jornal carioca, Cerveró é o mesmo que foi o responsável por fazer resumo falho e incompleto, nas palavras da presidente Dilma Rousseff, que levaram o conselho de administração da Petrobras a aprovar a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, Estados Unidos, gastando, no total, US$ 1,18 bilhão numa empresa que custava US$ 42 milhões.
Delcídio era diretor de Gás da Petrobras em 2001, enquanto Cerveró era o gerente-executivo de Energia na época, quando a petroleira firmou contratos para construção e operacionalização das termelétricas Barbosa Lima Sobrinho e Mário Lago, no Estado do Rio, e Termoceará, no Ceará. As transações consumiram R$ 2,8 bilhões em cinco anos, somente a título de contribuição de contingência para as empresas contratadas, segundo consta do acórdão do TCU.
Em 2001, quando os contratos foram assinados, o País vivia o drama do apagão e do racionamento de energia. Para minimizar o problema para suas operações, a Petrobras firmou contratos para participar em consórcios de usinas merchant termelétricas que vendem energia no mercado de curto prazo. A diferença entre as usinas merchant e as demais é que, nas primeiras, os compradores são produtores independentes de energia, enquanto nas demais geralmente são indústrias e o mercado distribuidor.




