Política
Vadinho propaga arrependimento por não ter aceitado presidência ao acusar Mesa da Câmara de ingerência
Vadinho se diz arrependido de ter votado no tucano Ilson Peres para presidir o Legislativo, porque não concorda com a sua decisão de barrar CPI.
Marcos Tomé/Região News
05 de Maio de 2014 - 16:54
Ao menos dois assuntos polêmicos ganharam repercussão na sessão de hoje, ambos, envolvendo a Mesa Diretora do Poder Legislativo de Sidrolândia. O petista Edivaldo dos Santos e David Olindo (SDD) protagonizaram discursos acalorados com acusações de blindagem ao governo, ingerência da presidência em CPIs e crime de responsabilidade por prevaricação.
Vadinho se diz arrependido de ter votado no tucano Ilson Peres para presidir o Legislativo, porque não concorda com a sua decisão de que houve vícios na formalização da CPI do Fundeb. Se valendo de um parecer jurídico, Peres invalidou a composição da Comissão Parlamentar de Inquerido, formada em 26 de abril, na qual, o petista havia sido eleito relator.
Em nota encaminhada aos vereadores no dia 29 de abril, Peres explica as supostas irregularidades na formalização da CPI, como, por exemplo, o fato dos partidos SDD, PMDB, PR e PT terem indicado seus membros 36 dias antes da publicação em diário oficial da resolução de sua criação, ocorrida em 17 de abril.
Na proporcionalidade o PSDB, PT, PDT e o bloco formado pelo PMDB e PR, têm direito a uma vaga cada. O SDD por ser a maior bancada tem garantido a indicação de dois membros num colegiado de cinco, restando demais vagas a serem preenchidas pelos respectivos partidos e bloco. Como só há três vagas para quatro grupos com direito a indicação de membros, o regimento interno da Câmara, neste caso, prevê sorteio. Ou seja, uma das quatro bancadas, vai ficar de fora da CPI do Fundeb.
Na prática, Peres convocou nova reunião, agendada para as 19 horas desta segunda-feira, com intuito de deliberar sobre a composição da CPI. Edivaldo dos Santos corre o risco de não permanecer na relatoria da Comissão, caso o PT não seja sorteado. É uma piada o que a presidência da Câmara fez com os vereadores, enfatiza sob o argumento de que se haviam vícios, o problema deveria ter vindo à tona antes de ter sido indicado relator.
Por outro lado, Ilson Peres se diz tranquilo quanto às declarações de Vadinho. Em sua avaliação, a Mesa Diretora só tomou tais medidas para que os trabalhos de investigação da Comissão Parlamentar, depois de formada, possam surtir efeitos concretos. Da forma com que foi conduzida no dia 26 de abril, juridicamente havia uma serie de irregularidades. Paramos o processo, ajustamos às normais legais e daqui pra frente, depois de formada, é só trabalhar, comentou.




