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Política

Wagner diz que Cunha mentiu ao falar que Dilma esteve com deputado

Cunha disse que Dilma propôs "barganha" a deputado André Moura (PSC-SE). Segundo Wagner, Dilma não esteve com o parlamentar.

G1

03 de Dezembro de 2015 - 15:55

O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, afirmou nesta quinta-feira (3) que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mentiu ao dizer que o deputado André Moura (PSC-SE) foi levado pelo ministro para uma reunião com Dilma nesta quarta.

Cunha havia convocado entrevista coletiva mais cedo na qual afirmou  que Wagner levou Moura, um dos aliados mais próximos do presidente da Câmara, até Dilma nesta quarta (2). Disse ainda que a presidente havia proposto que Cunha desse apoio à CPMF em troca de votos do PT em favor dele no Conselho de Ética.

Na quarta, o presidente da Câmara aceitou dar prosseguimento a um pedido de impeachment de Dilma. No mesmo dia, poucas horas depois, Dilma falou em pronunciamento na TV que estava indignada com a decisão de Cunha e que não faria barganhas com ele para evitar o seguimento do impeachment. Na coletiva desta quinta, Cunha disse que Dilma mentiu e que tentou, sim, fazer "barganha".

"O presidente da Câmara mentiu, porque ele afirmou que ontem o André Moura foi levado por mim à presidente da República", afirmou Wagner."O deputado André Moura não esteve com a Dilma. Esteve comigo. Eu sempre discuti com ele [Moura] como emissário do presidente da Câmara. Discuti pauta econômica: a DRU, a CPMF, repatriação. Sempre discuti com ele uma pauta que chamo de Pauta Brasil", continuou o ministro.

Impeachment

Em outro momento da entrevista, Jaques Wagner classificou o processo de impeachment da presidente Dilma como “artificialidade” de quem “perdeu no campo e quer ganhar no tapetão.”

Um dos principais conselheiros políticos de Dilma, o ministro também afirmou que não é obrigado a ser “verdadeiro” com alguém que usa o poder para “paralisar o país e paralisar a vida do Congresso Nacional.” Wagner relembrou que Cunha anunciou que prorrogará a CPI da Petrobras, “como sempre, sua única ferramenta de ameaça”.

“Mas eu estou muito tranquilo, e quero reafirmar aqui: quem mentiu foi o presidente Eduardo Cunha”, completou.

Segundo o ministro, a presidente Dilma convocou para a tarde desta quinta uma reunião da coordenação política do governo, grupo que se reúne semanalmente para avaliar o cenário político e definir as estratégias que o governo adotará nos próximos dias.

Em outro momento da entrevista, Jaques Wagner classificou o processo de impeachment da presidente Dilma como “artificialidade” de quem, como se diz no futebol, “perdeu no campo e quer ganhar no tapetão.”

Um dos principais conselheiros políticos de Dilma, o ministro também afirmou que não é obrigado a ser “verdadeiro” com alguém que usa o poder para “paralisar o país e paralisar a vida do Congresso Nacional.” Wagner relembrou que Cunha anunciou que prorrogará a CPI da Petrobras, “como sempre, sua única ferramenta de ameaça”.

“Mas eu estou muito tranquilo, e quero reafirmar aqui: quem mentiu foi o presidente Eduardo Cunha”, completou.

Segundo o ministro, a presidente Dilma convocou para a tarde desta quinta uma reunião da coordenação política do governo, grupo que se reúne semanalmente para avaliar o cenário político e definir as estratégias que o governo adotará nos próximos dias.

Mercado financeiro

Perguntado sobre o que achou das movimentações do mercado financeiro desde que Eduardo Cunha anunciou o processo de impeachment de Dilma, Jaques Wagner disse que as regras do mercado são "difíceis de se precisar" porque não são "matemáticas".

"Tem gente que aproveita momentos como esse para fazer especulação. Ou seja, sobe num dia, desce no outro. Não diria que o mercado recebeu bem, porque não se trata só do impeachment, trata-se de mais um elemento para tumultuar a cena política brasileira e isso não é bom", disse.

"Mas o dólar ter caído um pouco e a bolsa ter subido, eu até acho positivo, espero que continue assim até o fim do processo", concluiu o ministro.