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Saúde

Vitamina C: os riscos para a saúde se você exagerar no consumo

O excesso pode causar náuseas, dores de cabeça e de estômago e insônia, mas dentro do limite indicado é extremamente benéfica.

O Globo

19 de Outubro de 2022 - 10:00

Vitamina C: os riscos para a saúde se você exagerar no consumo
Suco de laranja, fonte de vitamina C. Foto: Freepik

A lista de nutrientes que podem ser encontrados em alimentos considerados benéficos para o organismo é extensa. No entanto, há um em particular cuja ingestão é quase obrigatória: a vitamina C, um dos grandes aliados do corpo humano, pois funciona como antioxidante. Ela protege as células dos efeitos dos radicais livres, ou seja, 'das moléculas nocivas que são produzidas quando o corpo decompõe alimentos ou é exposto à fumaça do tabaco e à radiação do sol, raios X ou outras fontes', explicam a partir do Clínica Mayo.

Cientificamente conhecido como ácido ascórbico, ajuda a prevenir o envelhecimento celular, curar feridas, combater infecções, prevenir doenças cardiovasculares e manter tecidos saudáveis. Um relatório publicado pela Universidade de Harvard na revista Harvard Health Publishing revelou que a vitamina C desempenha papel fundamental no equilíbrio das funções vitais do corpo e no fortalecimento do sistema imunológico. Ao mesmo tempo, o documento destaca a importância de seu consumo por meio da ingestão de frutas e verduras, pois o organismo não o sintetiza sozinho.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a ingestão diária vária de acordo com o sexo, enquanto o recomendado para homens são 90 miligramas, mulheres precisam de 75 miligramas para, no caso das gestantes, a sugestão é de um consumo de 120 miligramas. O limite de consumo para todos os adultos é de 2.000 miligramas.

O excesso da vitamina no organismo pode causar náuseas, dores de cabeça e estômago e até insônia. De qualquer forma, a nutricionista e membro da Sociedade Argentina de Nurição, Silvina Tasat, esclarece que, por se tratar de uma vitamina hidrossolúvel não há quase risco de overdose, pois os excessos são eliminados por meio de fluidos.

Em relação à sua deficiência, Silvina comenta que, nesses casos, existe a possibilidade de gerar uma patologia chamada escorbuto. A doença pode levar ao desenvolvimento de anemia, passando por sangramento gengival e hematomas até uma má cicatrização.

Quais são os benefícios de consumir vitamina C?

Segundo a nutricionista do Tu Grupo Saludable, Mariana Páez, são muitas as vantagens que esse nutriente traz para o organismo:

  • Forma colágeno, uma proteína que faz tecidos, órgãos e mantém cabelos, pele e unhas saudáveis;
  • Intervém na melhor absorção e armazenamento do ferro;
  • Melhora a formação de neurotransmissores e aumenta a função cognitiva;
  • Previne inflamações e algumas doenças crônicas;
  • Fortalece o sistema imunológico, por isso é recomendado durante o inverno;
  • Reduz o risco de causar problemas de visão, como catarata e redução macular.

Em quais alimentos a vitamina C pode ser encontrada?

O suco de laranja é popularmente apontado como a principal fonte de vitamina C, mas existe uma variedade de alimentos que também a escondem. Páez detalha que pode ser encontrada em 'todos os vegetais folhosos verdes, nas frutas cítricas, até mesmo no kiwi, morango e groselha; batatas, salsa, tomate, pimentão e todos os repolhos: repolho, couve-flor, brócolis e couve de Bruxelas'.

A Universidade de Harvard fornece os valores de vitamina C encontrados em diferentes proporções de alimentos:

  • Uma xícara de morangos: 98 miligramas de vitamina C.
  • Meia xícara de pimentão: 95 miligramas de vitamina C.
  • ¾ xícara de suco de laranja: 60 miligramas de vitamina C.
  • Uma xícara de couve cozida: 53 miligramas de vitamina C.
  • Meia xícara de brócolis cozido: 50 miligramas de vitamina C.
  • Uma xícara de suco de tomate: 45 miligramas de vitamina C.

Quem está em maior risco de deficiência de vitamina C?

Segundo a Clínica Mayo, as pessoas mais predispostas a sofrer com a falta desse nutriente são os fumantes e os fumantes passivos; aqueles que não possuem uma alimentação balanceada ou saudável, rica em frutas e verduras e aqueles que sofrem de determinadas doenças, principalmente gastrointestinais.