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Sidrolândia

Com construção de meio-fio e bocas de lobo, asfalto no Sol Nascente deve ficar pronto em 30 dias

Equipe de sete operários está trabalhando na construção de meio-fio, guias de sarjeta e bocas de lobo, serviços ainda pendentes no projeto.

Flávio Paes/Região News

30 de Dezembro de 2019 - 07:33

Com construção de meio-fio e bocas de lobo, asfalto no Sol Nascente deve ficar pronto em 30 dias

Em pleno domingo, praticamente ás vésperas do Ano Novo, o subempreiteiro contratado pela Marpav Engenharia, empreiteira responsável pela obra, mobilizou sua equipe de sete operários para trabalhar na construção de meio-fio, guias de sarjeta e bocas de lobo, serviços ainda pendentes no projeto de pavimentação do Bairro Sol Nascente, retomado em julho após três anos de paralisação, que deveria ter sido entregue no mês passado.

Levando em conta que este é um período de muita chuva, o encarregado desta etapa da obra conhecido como Zé Grama, acredita que em 30 dias termina os 2 quilômetros de meio-fio e guias de sarjeta, além das 20 bocas de lobo previstas no projeto. O serviço deveria ter sido feito em novembro, mas atrasou porque a Prefeitura com dificuldade de caixa, não formalizou a reprogramação que deve encarecer em 20% o custo do projeto.

É que será incluído na planilha de custo, a utilização do solo cimento, material mais caro empregado na base do pavimento. A Prefeitura não conseguiu cumprir com o compromisso de entregar (sem custo para a empreiteira) o material de revestimento porque não conseguiu licenciamento ambiental da jazida de onde seria extraído. A procura, sem sucesso do cascalho, interrompeu a obra por 90 dias, logo após a conclusão da terraplanagem.

Conforme o portal da transparência, a empresa já recebeu os R$ 655.623,14 pelos serviços executados e medidas. O valor adicional (em torno de R$ 120 mil) será pago com uma parcela dos recursos do pré-sal (R$ 1,6 milhão) que serão depositados na terça-feira.

Trechos do asfalto das ruas São Paulo e Luiz Bretan serão refeitos porque afundaram. Não resistiram ao peso de um caminhão guincho que transportava na carroceira outro veículo ainda no tempo de cura do pavimento.

Nos trechos que serão refeitos, para garantir liberação mais rápida do tráfego, será aplicado o pó de pedra e passado o rolo compressor. Como ainda não foi construído o meio-fio, as guias de sarjeta, nem aberta as bocas de lobo para a enxurrada escoar pela drenagem, quando chove, casas construídas abaixo do nível rua, acabam alagadas.

A situação mais crítica é o da Rua Rosendo Guardiano, onde a enxurrada entrou em casas como de dona Dayane Batista e do senhor Aparecido Souza Andrade, que construiu um meio fio com a altura padrão de 15 centímetros para se livrar dos alagamentos. Sem as bocas de lobo para "beber" a enxurrada para o sistema de drenagem, as ruas se transformam em autênticos rios, trazendo junto o barro das regiões não asfaltadas. No prolongamento da Rua São Paulo, um trecho do asfalto sumiu embaixo do barro.

Demora

O projeto de pavimentação do Jardim Sol Nascente se arrasta há 8 anos, depois de ser viabilizado em 2010 com um convênio firmado com o Ministério das Cidades no valor de R$ 986.600,00 e uma contrapartida de recursos municipais de R$ 594.704,41, totalizando R$ 1.582.304,41.

O convênio foi encerrado no dia 30 de maio do ano passado, quando o Ministério já tinha liberado R$ 635.026,60. Ao executar com recursos próprios alguns serviços como a construção de meio-fio, a Prefeitura se livrou da obrigação de devolver (com correção) o dinheiro que já havia recebido, mas perdeu o saldo do convênio, R$ 352.571,20. Em 2016 o asfalto no Sol Nascente foi uma das 44 obras inacabadas em Mato Grosso do Sul que o Governo Federal elegeu como prioridade concluir.

Foi feita uma reprogramação em 2017 para liberação do saldo de recursos, mas o projeto não foi retomado porque na época a Prefeitura não tinha como arcar com a contrapartida, em torno de R$ 670 mil.

Projeto arrastado

A obra no Sol Nascente foi iniciada em 2010 e quando o ex-prefeito Daltro Fiuza encerrou sua gestão em dezembro de 2012, só 12,12% tinham sido executados, ao custo de R$ 166.850,71, tendo sido pagos só 3,42% (R$ 47.082,93).

No início da gestão do ex-prefeito Ari Basso, em 2013, a obra foi interrompida em função de um inquérito promovido pelo Ministério Público para apurar denúncias de irregularidades na licitação. Teria havido direcionamento do processo, que acabou não sendo comprovada ao término das investigações.

 Enquanto perdurou o inquérito, por orientação da Promotoria, a Prefeitura ficou proibida de pagar à Policon Engenharia, mesmo as medições dos serviços já executados. A contrapartida inicial, R$ 394.100,69, foi aplicada na construção de uma galeria celular de 358 metros com dissipador de energia que margeia o Parque Ecológico. Esta galeria leva a enxurrada que desce da Avenida Antero Lemes, passa sob a rodovia, até a nascente do Rio Vacaria.