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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quinta, 24 de Setembro de 2020

Sidrolândia

Comerciantes temem colapso financeiro e diagnóstico de Covid-19 divide opinião no Quebra Coco

Muita gente, alguns familiares mais próximos de dona Cícera Aparecida, não acreditam que ela tenha morrido de Covid-19.

Flávio Paes/Região News

14 de Junho de 2020 - 20:31

Comerciantes temem colapso financeiro e diagnóstico de Covid-19 divide opinião no Quebra Coco

O decreto que institui no Quebra Coco por duas semanas, a partir desta segunda-feira, o regime de quarentena (que formalmente já está em vigor desde o dia 23 de março em todo o município, mas vinha sendo ignorado) divide opiniões na comunidade. Muita gente, alguns familiares mais próximos de dona Cícera Aparecida, não acreditam que ela tenha morrido de Covid-19.

Sustentam esta versão baseados no fato de que o primeiro teste, feito ainda no hospital, deu negativo para o coronavírus. A contraprova, com resultado diferente, positivo, saiu na quinta-feira. Preferem acreditar que ela morreu de infarto. Se recusaram a falar com a reportagem do Região News que esteve neste domingo no distrito.

Nas redes sociais, a cada matéria postada, esta divisão fica evidenciada pelos comentários polarizados. Há os negacionistas. Eles estão convencidos de que tudo não passa (os exames positivos de Covid-19) de uma manobra da Prefeitura para arrancar mais dinheiro do Governo Federal.

O microempresário Bruno Oliveira chegou a postar um vídeo nas redes sociais com críticas contundentes ao prefeito (de quem diz ter sido eleitor em 2016) e em particular aos vereadores. Está preocupado com os efeitos da quarentena sobre seus negócios. É dono de uma barbearia e a mulher, Laiane Santos, de um restaurante, que garantem a família uma renda mensal de R$ 3 mil. Como não poderá abrir por duas semanas, sua preocupação será de onde vai tirar dinheiro para pagar as contas.

Dona Isaura em entrevista ao RN. Foto: Marco Tomé/Região News.

Dona Isaura Félix, 65 anos, prima de dona Cícera, é favorável à quarentena. De forma espontânea, tem evitado sair de casa, quando sai, para receber a aposentadoria, fazer compras, usa máscaras e evita aglomerações. A mesma opinião tem o aposentado Joel Luiz dos Santos, 70 anos. Há décadas morando em Quebra Coco, para onde se mudou quando foi contratado pela antiga Usina Santa Olinda (fechada em 2013), tem saudade da época em que o distrito tinha o quíntuplo da população atual.