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Sidrolândia

Comércio amarga até 40% de redução nas vendas, mas aposta em recuperação com Dia das Mães

Lojistas preferiram não demitir funcionários, optou por antecipar as férias, principalmente, daqueles que são do grupo de risco.

Flávio Paes/Região News

22 de Abril de 2020 - 09:07

Comércio amarga até 40% de redução nas vendas, mas aposta em recuperação com Dia das Mães

O comércio de Sidrolândia ainda se refaz do impacto da pandemia do Covid-19, período em que teve de amargar uma semana de portas fechadas na fase mais restritiva da quarentena. Na falta de um levantamento mais abrangente, o que se tem como parâmetro são projeções dos lojistas que calculam em até 40% a queda no volume de vendas e o crescimento da inadimplência, que em alguns casos triplicou, saltou de 6 para 18%.

Por enquanto, a maioria preferiu não demitir funcionários, optou por antecipar as férias, principalmente, daqueles que são do grupo de risco. A expectativa é recuperar parte do movimento nos próximos dias, com a aproximação do Dia da Mães, dia 10 de Maio, segundo domingo do mês.

A filial de Sidrolândia da Magazine Luiza foi a única loja da cidade a cumprir integralmente a recomendação das autoridades de saúde, pelo isolamento social como alternativa para evitar a disseminação do Covid-19. A loja ficou quase um mês fechada e reabriu nesta quarta-feira. Retornaram ao trabalho 10 funcionários, mas 5 continuam em casa, recebendo normalmente salários e benefícios.

Com a Magazine Luiza fechada, algumas concorrentes, como as Lojas Daron, que só na primeira semana da quarentena, atraiu parte da clientela e conseguiram reduzir o impacto das perdas. Mesmo assim, o gerente da filial Robson da Silva, estima que as vendas caíram 30% e a inadimplência subiu de 3% para 12%, em boa medida provocada porque muitos clientes do grupo risco preferiram ficar em casa, mas a tendência é que venham quitar as prestações.

Foi criado um serviço de venda na modalidade delivery. É feita uma pré-venda por telefone; fotos dos produtos são enviadas pelo WhatsApp e o cliente só vai à loja para assinar o contrato de compra. O quadro de pessoal (11 funcionários) foi preservado.

As Lojas Florai também encontraram na venda delivery uma alternativa para garantir o movimento, mesmo com os clientes em casa. Como atua no segmento de confecções e sapato, pode concluir a venda e entregar o produto adquirido em domicilio. Faz a pré-venda por telefone e um funcionário leva mais de uma opção para o consumidor escolher.

Com a redução do movimento, o número de funcionários foi reduzido de 12 para 8 vendedores, mas ninguém foi demitido. A opção foi dar férias para 4 trabalhadores e quanto eles voltarem, outros 4 sairão de férias.