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Sidrolândia

Comunidade do Eldorado se mobiliza e abre oportunidade de emprego na JBS

Diariamente o ônibus vai fazer o percurso asfaltado de 25 para levar e trazer o grupo até a JBS.

Flávio Paes/Região News

09 de Junho de 2020 - 15:24

Comunidade do Eldorado se mobiliza e abre oportunidade de emprego na JBS

A iniciativa que mobilizou muita gente da comunidade, envolveu professores, o diretor da Escola Estadual Paulo Firmo, Jorge Estevão, além da subprefeita do distrito de Capão Seco, Aletuza Nantes, começou a render frutos.

Ontem, segunda-feira, foi o primeiro dia de trabalho na JBS para um grupo de 35 moradores do assentamento que concentra o maior número de famílias no município, o Eldorado. Eles embarcaram no ônibus da Vacaria Turismo, fretado pela empresa para levá-los e trazê-los do serviço. Outras 100 vagas devem ser abertas.

Diariamente o ônibus vai fazer o trajeto asfaltado de 25 km da MS-258, trecho entre a BR-060 e a sede do Capão Seco. Quem não mora na agrovila, que concentra uma população de 300 famílias, terá de se deslocar dos seus lotes até a estrada.

Preocupado com a migração para a cidade dos filhos dos assentados quando terminam o ensino médio e ficam sem perspectiva de trabalho, o diretor da Escola Paulo Firmo, que fica na sede do assentamento, Jorge Estevão, bateu às portas da empresa, esteve com o empresário Moacyr Almeida, dono da Vacaria Turismo, para viabilizar sua ideia de abrir oportunidade de trabalho para quem mora no assentamento.

O diretor, com ajuda de outros professores da escola, distribuiu formulários da empresa para quem quisesse trabalhar no frigorífico. Mais de 70 pessoas preencheram os formulários (com as informações pessoais de cada um) entregues aos funcionários do setor de recursos humanos da JBS que estiverem na casa da subprefeita Aletuza no núcleo urbano do distrito de Capão Seco. Ela também ajudou na mobilização e conseguiu na Prefeitura uma máquina para tirar cópias dos documentos dos candidatos.

Na avaliação do professor Jorge, o trabalho na JBS é uma oportunidade para os filhos e as esposas dos assentados de melhorar a renda, sem necessidade de abandonar seus lotes.

De acordo com a subprefeita, Aletuza Nantes, essa conquista é de várias pessoas que lutaram para conseguir o transporte para o trabalho. “O nosso pessoal do Capão Seco precisava disso, essa realização vai ajudar manter a agricultura familiar ao mesmo tempo os moradores vão poder trabalhar na cidade, e com o dinheiro do serviço, investir no seu lote”.

*Matéria atualizada às 16h57 para acréscimo de informações.