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Sidrolândia

Coronavírus reduz movimento da feira em 40% e obriga famílias a sobreviver com R$ 600,00

A pandemia do Covid-19 também está afetando a renda dos pequenos produtores que dependem da comercialização de frutas, legumes e verduras na feira livre, agora realizada duas vezes por semana.

Flávio Paes/Região News

16 de Abril de 2020 - 11:46

Coronavírus reduz movimento da feira em 40% e obriga famílias a sobreviver com R$ 600,00

A pandemia do Covid-19 também está afetando a renda dos pequenos produtores que dependem da comercialização de frutas, legumes e verduras na feira livre, agora realizada duas vezes por semana (as quartas-feiras e sábados) na Rua Distrito Federal, em frente do Brizolão. O movimento caiu 40%, queda que os feirantes atribuem a dois fatores: os idosos, que constituem a maior parte da clientela, estão ficando mais em casa e muita gente que mora na São Bento, freguês da feira na Praça do Triângulo, não se motiva a atravessar a cidade para vir na feira, ainda mais, numa noite como a de ontem, quarta-feira, fria, com a temperatura em queda.

Com o novo coronavírus, a feira se transformou na única fonte de renda para a família de dona Maria Socorro, que mora no Assentamento Triângulo, 10 quilômetros de Quebra Coco. O marido, motorista de uma empresa terceirizada da Prefeitura, está desempregado, porque o transporte para Campo Grande de pacientes que vão se consultar com especialistas, está interrompido. Como ainda tem uma produção incipiente, consegue levantar em média R$ 600,00 por mês com a venda de maracujá e alguns legumes que produz no lote. O marido está aproveitando o tempo em casa, para plantar 2 mil pés de tomates, 400 de alface e dois canteiros de salsinha e cebolinha. “Com mais produtos, vou conseguir uma renda melhor”, acredita. Para ajudar um vizinho que não tem caro, traz e vende a produção de laranja e limão.

Dona Maria do Socorro.

As duas semanas que a feira esteve suspensa, em função da quarentena, além de interromper o faturamento, provocou a perda da produção. Segundo Ironi Aparecida, do Assentamento Geraldo Garcia, ela e o marido, Edmilson Rodrigues, perdeu 6 mil pés de alface prontos para comercialização e canteiros com legumes prontos para colher foram gradeados. A venda nas três edições semanais da feira (no São Bento, no Brizolão e no Morada da Serra), garante uma mensal de dois salários mínimos, descontados os custos da produção.

O assentado Wilson dos Lopes dos Santos, que também é do Geraldo Garcia, cultiva 2 hectares de hortaliças, depende da renda obtida com a comercialização na feira. Ele trabalha com a mulher e um funcionário na horta que garante a cada um R$ 1.500,00 para cada um. “É uma boa renda para quem mora no sítio”, reconhece. Neste período de confinamento, especialmente na primeira semana, quando ninguém pode sair de casa, toda a produção foi perdida. “Algumas pessoas iam comprar em casa, mas teve jeito de escapar do prejuízo”.

Wilson Lopes.

A pandemia do Covid-19 também está afetando a renda dos pequenos produtores que dependem da comercialização de frutas, legumes e verduras na feira livre, agora realizada duas vezes por semana (as quartas-feiras e sábados) na Rua Distrito Federal, em frente do Brizolão. O movimento caiu 40%, queda que os feirantes atribuem a dois fatores: os idosos, que constituem a maior parte da clientela, estão ficando mais em casa e muita gente que mora na São Bento, freguês da feira na Praça do Triângulo, não se motiva a atravessar a cidade para vir na feira, ainda mais, numa noite como a de ontem, quarta-feira, fria, com a temperatura em queda.

Com o novo coronavírus, a feira se transformou na única fonte de renda para a família de dona Maria Socorro, que mora no Assentamento Triângulo, 10 quilômetros de Quebra Coco. O marido, motorista de uma empresa terceirizada da Prefeitura, está desempregado, porque o transporte para Campo Grande de pacientes que vão se consultar com especialistas, está interrompido. Como ainda tem uma produção incipiente, consegue levantar em média R$ 600,00 por mês com a venda de maracujá e alguns legumes que produz no lote. O marido está aproveitando o tempo em casa, para plantar 2 mil pés de tomates, 400 de alface e dois canteiros de salsinha e cebolinha. “Com mais produtos, vou conseguir uma renda melhor”, acredita. Para ajudar um vizinho que não tem caro, traz e vende a produção de laranja e limão.

As duas semanas que a feira esteve suspensa, em função da quarentena, além de interromper o faturamento, provocou a perda da produção. Segundo Ironi Aparecida, do Assentamento Geraldo Garcia, ela e o marido, Edmilson Rodrigues, perdeu 6 mil pés de alface prontos para comercialização e canteiros com legumes prontos para colher foram gradeados. A venda nas três edições semanais da feira (no São Bento, no Brizolão e no Morada da Serra), garante uma mensal de dois salários mínimos, descontados os custos da produção.

Edmilson e Ireni.

O assentado Wilson dos Lopes dos Santos, que também é do Geraldo Garcia, cultiva 2 hectares de hortaliças, depende da renda obtida com a comercialização na feira. Ele trabalha com a mulher e um funcionário na horta que garante a cada um R$ 1.500,00 para cada um. “É uma boa renda para quem mora no sítio”, reconhece. Neste período de confinamento, especialmente na primeira semana, quando ninguém pode sair de casa, toda a produção foi perdida. “Algumas pessoas iam comprar em casa, mas teve jeito de escapar do prejuízo”.