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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Terça, 22 de Setembro de 2020

Sidrolândia

Dispara o número de focos de incêndio no mês de abril em Mato Grosso do Sul

Em 2020 foram registrados 447 focos até ontem, contra 70 focos registrados nos 30 dias do mês de abril do ano passado.

Gildo Tavares/Região News

22 de Abril de 2020 - 16:07

Dispara o número de focos de incêndio no mês de abril em Mato Grosso do Sul

O número de queimadas disparou no mês de abril em Mato Grosso do Sul em relação ao ano passado. Até ontem, dia 21, foram registrados 447 focos no estado, enquanto que em 2019 foram registrados 70 focos durante todo o mês, aumento de 538%. Para este mês é a maior incidência desde 2009, quando foram registrados 639 focos.

Até ontem o número de focos de queimadas foi superado em relação aos quatro primeiros meses do ano passado. Em 2020, até o dia 21 de abril, foram registrados 1.498 focos, contra 1.061 focos em 2019, aumento de 41%. Dos focos de queimadas registradas ontem no país, 34,7% foram em Mato Grosso do Sul, com 60 focos, sendo que no Brasil foram contabilizados 173 focos.

Pantanal

Teve início na manhã desta quarta-feira, 22 de abril, ação de combate aos focos de queimadas no Pantanal de Corumbá, com a participação de dois aviões Air Tractor do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso e Distrito Federal e o helicóptero da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Os focos se concentram no Parque Nacional do Pantanal, entre Corumbá e Poconé (MT) e na região da Baia Vermelha, próxima à fronteira com a Bolívia.

Além das aeronaves, a força-tarefa criada pelo Governo do Estado mobiliza 37 bombeiros e brigadistas para a área, onde estima-se que pelo menos 100 mil hectares foram queimados desde o mês de março. O forte calor e o baixo índice de chuvas no Pantanal este ano, com previsão de uma seca intensa, foram fatores predominantes para a ocorrência de novos focos em um período atípico. As causas, no entanto, apontam para crime ambiental.

“Não há combustão espontânea, o fogo surgiu próximo a acampamentos de pescadores profissionais, em áreas de roças na margem dos rios e também na limpeza de campos em fazendas”, informou o tenente-coronel Ângelo Rabelo, do Instituto Homem Pantaneiro (IHP). A ong coordena a Rede de Proteção e Conservação da Serra do Amolar e iniciou o combate às queimadas com apoio da Marinha, Ibama, Polícia Ambiental (PMA) e ICMbio.