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Sidrolândia

Dona Ana venceu o câncer, mas foi levada pelo Covid-19 após 6 dias de internação

Dona Ana Luiza de Souza, 70 anos foi vítima do coronavírus em Sidrolândia.

Flávio Paes/Região News

17 de Julho de 2020 - 14:40

Dona Ana venceu o câncer, mas foi levada pelo Covid-19 após 6 dias de internação

Dona Ana Luiza de Souza, 70 anos, mãe de 10 filhos, foi a 5ª vítima fatal do Covid-19 em Sidrolândia. Ela venceu um câncer agressivo, ao ponto de deixá-la numa cadeira de rodas e perder 20 quilos.

Se recuperava de um acidente vascular cerebral que lhe deixou sequelas. Sucumbiu quinta-feira, após 6 dias de internação no Hospital Elmiria Silvério Barbosa. Chegou lá sábado passado, imaginando que estava com bronquite, diagnóstico inicial do médico que a atendeu na semana anterior no posto do Diva Nantes. Aparentemente se recuperou ao ponto de ir a Campo Grande visitar uma irmã.

No retorno a Sidrolândia voltou a ter sintomas que ela imaginou ser uma gripe forte, estágio inicial de uma pneumonia. Levada pela filha Gisleia na UPA, fez o teste rápido que deu negativo para o Covid-19. Foi medicada e voltou pra casa.

No sábado seu estado de saúde piorou rapidamente, a dificuldade respiratória se agravando, ela teve de ser entubada. O diagnóstico definitivo veio na terça-feira, com a confirmação de que dona Ana havia contraído o novo coronavírus que comprometeu sua capacidade respiratória. Por conta dos protocolos médicos, ficou em isolamento sem poder receber visitas.

“Não pude me despedir de minha mãe. O hospital me informou da morte dela por volta das 14 horas e as 15h30 ela foi sepultada. A última lembrança que tenho dela foi quando a deixei no hospital. Fizemos uma oração, nos abraçamos. Quando estava me afastando, me acenou com um gesto de adeus", relata Gisleia que assumia as funções de cuidar da mãe. A levava ao médico, a acompanhava nas idas semanais ao Centro de Especialidades Médicas. No CEM fazia fisioterapia para tentar recuperar os movimentos do maxilar afetado por um AVC.

Ano passado, depois de se recuperar do câncer, vendeu a casa e se mudou de Itaporã para Sidrolândia para ficar mais próxima dos filhos. Mesmo convivendo com problemas de saúde, tinha uma vida ativa, frequentava os cultos, visitava os amigos e irmãs. Em maio, teve um Dia das Mães especial quando ganhou um dia de beleza.