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Sidrolândia

G-8 ainda longe do nome de consenso para presidência da Câmara

Flávio Paes/Região News

24 de Novembro de 2020 - 15:40

Articulações de bastidores visando a eleição do futuro presidente da Câmara de Sidrolândia já estão intensas. Foto: Marcos Tomé/RN/Arquivo

A Justiça Eleitoral ainda nem diplomou os eleitos, mas já são intensas as articulações de bastidores visando a eleição do futuro presidente da Câmara de Sidrolândia, que só vai acontecer dia 1º de janeiro. Além de perspectiva de administrar um orçamento mensal superior a R$ 700 mil, o futuro ocupante do cargo pode ser prefeito interino por 90 dias, caso o TSE confirme o indeferimento da candidatura de Daltro Fiúza, mais votados nas urnas.

Como elegeram 8 dos 15 vereadores, os partidos que apoiaram a candidatura de Enelvo Felini, se estiverem unidos, podem eleger a futura Mesa Diretora. O problema é alcançar está unidade. Na primeira reunião de Enelvo com os eleitos, um deles, o estreante Gilson Galdino, foi direto: teria dificuldade de justificar para seus eleitores, caso venha apoiar os dois vereadores do grupo que se reelegeram: Cledinaldo Cotócio e Carlos Henrique, atual presidente.

Foi o voto de Carlos Henrique, que sacramentou a rejeição das contas de Daltro Fiúza referente a 2008 pelo Legislativo, um dos fundamentos da impugnação da candidatura de Fiúza. O pai dele, o ex-vereador David Olindo, foi uma espécie de alter ego crítico da campanha com suas lives semanais com críticas pesadas a gestão de Marcelo Ascoli (que acabou desistindo da reeleição). A metralhadora giratória do dr. David também foi impiedosa com o candidato do MDB.

Numa reunião com dirigentes partidários, Enelvo manifestou preocupação com a falta de unidade do grupo. "Se não alcançarmos o consenso vamos perder a presidência para os adversários", teria dito. "Um grupo é contra escolher para presidência vereadores reeleitos. Outro não aceita quem vai cumprir o primeiro mandato. As duas concorrentes vetam o filho dele, Enelvo Felini Junior, um dos novatos.

Na eleição suplementar de 2013, a interinidade do tucano Ilson Peres foi fundamental para garantir a vitória de Ari Basso. Ter o controle da máquina administrativa, com a prerrogativa de fazer mais de 300 contratações (entre comissionados e pessoal temporário) pode ser a diferença entre a vitória e a derrota. Desta vez quem estiver no comando do Executivo no início poderá licitar mais de R$ 13 milhões em obras (recurso já contratado do Avançar Cidades), além de entregar a reforma de escolas e da rodoviária, já em andamento.

Em mais uma tentativa de pacificação do grupo, na segunda-feira à noite Enelvo promoveu um churrasco que reuniu os futuros vereadores e os candidatos não eleitos. Estiveram presentes 9 futuros parlamentares, o 9º, Gabriel Auto Car, do Patriota, tem maior proximidade com Daltro Fiúza. O empresário Ademir Gabardo, uma das caras novas do PSDB, diz que se sente preparado para ocupar a presidência, mas segue a orientação de Enelvo.