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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quinta, 24 de Setembro de 2020

Sidrolândia

Garras faz busca e apreensão em Sidrolândia no escritório do advogado de Jamil Name

David Olindo é advogado de Jamil Name e do filho ele, Jamil Name Filho, que estão presos desde setembro.

Flávio Paes/Região News

17 de Março de 2020 - 08:32

Garras faz busca e apreensão em Sidrolândia no escritório do advogado de Jamil Name

O escritório e a casa do advogado David Olindo em Sidrolândia, amanheceram cercadas na manhã terça-feira por equipes do Garras, que cumprem mandado de busca e apreensão. Os policiais vieram em 5 viaturas e integram a força-tarefa responsável pela segunda etapa da Operação Omertà. Estão sendo cumpridos outros 18 mandados de busca em apreensão em Campo Grande, Aquidauana, Rio Verde, Rio Negro e João Pessoa (Paraíba).

David Olindo é advogado de Jamil Name e do filho ele, Jamil Name Filho, que estão presos desde setembro. Os policiais estão no escritório de Olindo, na Rua Distrito Federal e na casa dele, na Rua Rio de Janeiro no Jardim do Sul.

Participam da operação Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestros), Bope (Batalhão de Operações Especiais) e equipes do Batalhão de Choque. As cidades alvos em Mato Grosso do Sul são Sidrolândia, Campo Grande, Aquidauana e Rio Negro.

Na Capital há busca e apreensão num apartamento na rua 13 de junho, onde estaria morando a esposa do empresário Jamil Name, Tereza Name. Outro alvo o irmão dela, o Conselheiro do Tribunal de Contas, Jerson Domingos. Os policiais também estariam cumprindo mandados no Tribunal de Contas. A segunda fase da operação foi deflagrada depois da descoberta de um plano para atentar contra a vida de uma autoridade do Estado, entre elas um promotor de Justiça do Gaeco.

Na primeira fase, foi apontada a suspeita de atentado contra o delegado Fábio Peró, titular da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros).

As investigações do Gaeco tiveram início em abril do ano passado, com o objetivo de apoiar as investigações dos homicídios de Ilson Martins Figueiredo, Orlando da Silva Fernandes e Matheus Coutinho Xavier, conduzidas pelo Garras desde 26 de abril de 2019. A partir das investigações, foi descoberta organização criminosa que seria chefiada por Jamil e Jamil Filho.

Os policiais que vieram em 5 viaturas em frente a casa do advogado David Olindo. Foto: Vanderi Tomé/Região News

Matheus Coutinho Xavier foi assassinado em frente à sua casa com 7 tiros de fuzil na cabeça e na época de sua execução, no dia 9 de abril, foi levantado que a arma usada no crime poderia ter ligação com o armamento usado na execução de Ilson Figueiredo, que foi assassinado em junho de 2018.