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Sidrolândia

'Gasoduto de Sidrolândia começa a operar em 2026', prevê presidente da MS-Gás

Flávio Paes/RN

28 de Fevereiro de 2021 - 19:21

'Gasoduto de Sidrolândia começa a operar em 2026', prevê presidente da MS-Gás
Rui Pires dos Santos, presidente da MSGás, e Eduardo Riedel. Foto: Edemir Rodrigues

A MS-GÁS reviu o cronograma de implantação do gasoduto que trará gás natural importado da Bolívia. Antes será feito o gasoduto para Ribas do Rio Pardo, onde está planejada a instalação de uma Indústria de celulose que vai usar o gás. O ramal para Sidrolândia que estava planejado para começar a operar no segundo semestre de 2023, pelo novo cronograma, o gás vai estar funcionando na cidade em 2026, portanto, daqui a 5 anos.

Entrevistado pelo Região News, o presidente da estatal, Rui Pires dos Santos, afirmou que as obras devem começar em 2024, mas neste ano, será contratado o projeto executivo. Outra mudança no planejamento é que o gasoduto chegará a Sidrolândia, mas não será estendido a Maracaju, Itaporã e Dourados.

O gasoduto em direção a Sidrolândia se estenderá por 45 km, acompanhando o traçado da BR-060. Será usada tubulação em aço carbono (com pressão suficiente para atender grandes clientes consumidores) e a partir do Frigorífico da JBS (um cliente âncora em potencial), acompanhará o traçado do contorno rodoviário projetado pelo DNIT entre os quilômetros 442 e 432 da BR-060 (ligando as saídas de Campo Grande a de Nioaque). Estão previstos mais 5 km de rede em PEAD (tubulação feita com polietileno de alta densidade), para interligação de clientes no perímetro urbana, restaurantes, padarias, edifícios e residências, além de postos de combustível.

No primeiro ano de funcionamento do ramal, a previsão da MS Gás é vender 30.260 metros cúbicos por dia, sendo 24.600 do cliente âncora, a JBS. Numa segunda etapa entre 2027 e 2028, este consumo mais que dobra, chegando a 68.400 metros cúbicos/dia, agregando outros clientes potenciais, como a Rio Pardo Bioenergia, que produz Proteína Vegetal e o Frigorífico Balbinos, além de 70 silos de secagem e armazenagem pertencentes a produtores e grandes cooperativas, como a Alfa, Coamo e a Lar, que ficam às margens da BR-060 e da MS-162.