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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Sábado, 26 de Setembro de 2020

Sidrolândia

Hospital vai receber comprimidos de cloroquina para tratar pacientes graves de Covid-19

A Secretaria Estadual de Saúde vai enviar para Sidrolândia, parte do lote de 5 mil comprimidos de cloroquina enviados pelo Ministério da Saúde a Mato Grosso do Sul

Flávio Paes/Região News

07 de Abril de 2020 - 16:23

A Secretaria Estadual de Saúde vai enviar para Sidrolândia, parte do lote de 5 mil comprimidos de cloroquina enviados pelo Ministério da Saúde a Mato Grosso do Sul. O comprimido, indicado para o tratamento de malária, embora sem uma comprovação definitiva de eficácia, tem sido usado no tratamento de pacientes graves do Covid-19.

O medicamento ficará no Hospital Emiria Silvério Barbosa, que contará com 4 leitos de CTI já credenciados pelo Estado. Segundo o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, hospitais de 12 municípios receberam o comprimidos. Ele garante que foi feita uma “forma equilibrada e transparente. Fizemos a divisão do medicamento por número de habitantes de cada cidade”. A iniciativa do Ministério da Saúde toma como base estudos promissores com o medicamento, mas ressalta que ainda não há evidências científicas suficientes que comprovem a eficácia para casos de coronavírus. O protocolo prevê cinco dias de tratamento e é indicado apenas para pacientes hospitalizados.

Os municípios que irão receber o medicamento são: Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Dourados, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã, Sidrolândia e Três Lagoas. A cloroquina e hidroxicloroquina irão complementar todos os outros suportes utilizados no tratamento do paciente no Brasil, como assistência ventilatória e medicações para os sintomas como febre e mal-estar. Tanto a cloroquina e a hidroxicloroquina não são indicadas para prevenir a doença e nem tratar casos leves.

Sobre o uso do medicamento, é importante enfatizar que duas unidades hospitalares em Mato Grosso do Sul realizam ensaios clínicos: o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e o Hospital Universitário, para assim criar uma base de dados mais consistentes sobre a substância. “É preciso total cautela, considerando que a eficácia do medicamento ainda não está comprovada cientificamente”, afirma o infectologista Júlio Croda, coordenador de especialistas da Fiocruz/Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.