Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Terça, 19 de Janeiro de 2021

Sidrolândia

Juiz acata pedido da defesa, suspende ação penal para perito avaliar sanidade mental de assassino

O magistrado designou o perito Rodrigo Abdo como responsável pela investigação psiquiátrica e o advogado David Olindo seu curador.

Flávio Paes/Região News

27 de Outubro de 2019 - 21:54

Juiz acata pedido da defesa, suspende ação penal para perito avaliar sanidade mental de assassino

Com o aval do Ministério Público, o juiz Claudio Muller Pareja acatou o pedido da defesa e Ivan Aliffer Albuquerque, 23 anos, acusado da morte de um menino de 11 anos, será submetido a exame de sanidade mental.

O magistrado designou o perito Rodrigo Abdo como responsável pela investigação psiquiátrica e o advogado David Olindo seu curador. No dia 8 de junho, Ivan matou o garoto Luiz Otávio Santana de Lima com um tiro na barriga. O crime foi na Fazenda Furnas, zona rural de Sidrolândia.

No dia 8 de outubro, o advogado David Olindo, com base num parecer de um médico psiquiatra da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) sustentou a tese de que Ivan teria transtorno neuropsiquiátrico crônico incurável. Por conta deste desequilíbrio mental, o crime que ele cometeu teria sido uma fatalidade, uma "brincadeira idiota antes do momento fatídico", daí sua convicção que “não teve a intenção de ceifar a vida da vítima".

Em julho, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) denunciou Ivan que foi enquadrado no crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar. O acusado pode pegar uma pena de até 40 anos de prisão, 30 somente pelo crime e outros 10 anos, que seriam acrescidos pelas circunstâncias do assassinato, motivos banais, contra uma criança indefesa.

Conforme o inquérito policial, Ivan assassinou o garoto após ter convidado a mãe dele e o outro irmão para passear na Fazenda Furnas onde chamou os dois garotos para caçar jacaré. Em determinado momento na volta para à residência, Ivan teria pedido para a criança ajoelhar e rezar o "Pai Nosso" e ao final da oração, o criminoso teria chamado as crianças de vagabundas.

O crime teria sido cometido por questões de vingança contra a mãe da criança, que supostamente, o denunciara por violência doméstica no ano de 2018 e acabou preso. Ivan era casado com uma prima do menino assassinado.