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Sidrolândia

Mesmo com câmeras e toque de recolher, grupos se aglomeram, brigam e fazem disparos na praça central

Flávio Paes/Região News

29 de Novembro de 2020 - 21:29

No último final de semana, pela segunda vez em 15 dias, voltaram a acontecer cenas de confusão generalizada, com brigas e disparos de arma de fogo. Foto: Reprodução

A Praça Porfirio Brito, em plena Avenida Dorvalino dos Santos, centro de Sidrolândia, parece ter se transformado num território sem lei. Parte do logradouro, no entorno da cascata e do banheiro (alvo de depredação), tornou-se um espaço de moradores de rua e usuários que tem também um local para compra de drogas.

O espaço mais próximo da Rua São Paulo, aos finais de semana, é tomado por jovens que até o amanhecer ficam bebendo, dançando e ouvindo música, apesar de estar em vigor decreto municipal que estabelece o toque de recolher a partir da meia-noite.

Apesar do veto a circulação durante a madrugada (com exceção de quem estiver trabalhando) e da existência de uma câmera de monitoramento que registra imagens em 360 graus, os grupos não se inibem e se aglomeram madrugada a adentro para consumir bebidas alcoólicas e usar drogas.

No último final de semana, pela segunda vez em 15 dias, voltaram a acontecer cenas de confusão generalizada, com brigas e disparos de arma de fogo. Por volta das 2 horas da madrugada deste domingo, o jovem Jean Cáceres Aristimunha, 21 anos, foi atingido por uma bala perdida. Levado para a Santa Casa, deu entrada no hospital da Capital por volta das 4 horas da manhã.

No início da tarde deste domingo, conforme informação da assessoria de imprensa do hospital, está fora de período, em observação na ala verde do Pronto Socorro. Fez sutura do ferimento e não houve necessidade de intervenção cirúrgica.

Jean foi preso na madrugada do feriado de finados, dia 2 de novembro, por porte ilegal de arma, um revólver artesanal, calibre .22. Foi colocado em liberdade ainda pela manhã do mesmo dia, após pagar a fiança, arbitrada pelo delegado em R$ 2 mil. O jovem transitava com um veículo GM Kadet quando uma guarnição tentou abordá-lo, mas ele não parou.

Acabou sendo interceptado na Rua Rio Grande do Norte quase esquina com a Rua São Paulo. No trajeto, jogou no chão a arma que acabou localizada pelos policiais. Alegou que estava armado porque havia saído em defesa do seu cunhado, que se envolveu numa briga na praça e estava em desvantagem.

Antes de Jean, no último dia 15, um homem de 31 anos, também ficou ferido por um disparo que ele garante não saber de onde partiu, em meio a uma briga generalizada na praça central, madrugada do dia da eleição.

*Matéria atualizada às 07h20.