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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Segunda, 19 de Outubro de 2020

Sidrolândia

Na quinta-feira julgamento de rapaz que estrangulou a namorada com fio

Na próxima quinta-feira, 24, a partir das 13 horas, Paulo Eduardo dos Santos, vai à julgamento, acusado de feminicídio.

Flávio Paes/Região News

20 de Setembro de 2020 - 21:07

 Paulo Eduardo dos Santos e Jheniffer Cáceres de Oliveira. Foto: Divulgação/Facebook

Na próxima quinta-feira, 24, a partir das 13 horas, Paulo Eduardo dos Santos, vai à julgamento, acusado de feminicídio. O auxiliar de serralheiro matou estrangulada, com fio de carregador e uma coleira de cachorro, a namorada Jheniffer Cáceres de Oliveira, 17 anos, na madrugada do dia 29 de março de 2019.

Paulo cometeu o crime, dormiu ao lado do cadáver da jovem e foi trabalhar naquele dia, um sábado, como se nada tivesse acontecido, além de comparecer as aulas de autoescola. O crime só veio à tona dois dias depois, porque na segunda-feira,  vizinhos do casal, que morava num conjunto de quitinetes na Rua Minas Gerais, chamaram a polícia por causa do mau cheiro exalado pelo corpo de Jheniffer que já entrava em estado de decomposição.

O julgamento do suspeito, que pode pegar pena de até 30 anos de prisão por feminicídio, chegou a ser marcado para o último dia  21 de maio mas acabou cancelado por causa da pandemia.

No último dia 22 de julho, a Defensoria Pública (que atua na defesa do rapaz), chegou a entrar o pedido de relaxamento da prisão preventiva, para que ele aguardasse o julgamento em liberdade sob o argumento de que, mantido em cárcere, Paulo se expunha contrair o novo coronavírus. A juíza Silvia Eliane, após ouvir a manifestação do Ministério Público (contrária ao relaxamento da prisão), rejeitou o pedido da defesa.

O crime:

Jhenffier Cáceres de Oliveira, namorava há 1 ano e 4 meses com Paulo que no interrogatório à Polícia, no dia 1º de abril de 2019, admitiu ser usuário de droga e confessou o crime. Ela trabalhava como babá, não tinha contato com a mãe biológica e a mãe adotiva morreu.

Jheniffer Cáceres de Oliveira. Foto: Divulgação/Facebook

Na sexta-feira à noite, que antecedeu ao crime ela e o namorado estavam bebendo em uma casa noturna quando o rapaz teve um ataque de ciúmes porque a jovem estava dançando e também conversando com um amigo. Os dois discutiram no local e voltaram para casa.

A briga continuou na quitinete onde moravam na Rua Minas Gerais, no Jardim Jandaia, e a certa altura a vítima teria tentado bater em Paulo com um cabo de vassoura e acertá-lo com uma faca. O suspeito confessou que tentou estrangulá-la com as mãos e depois com o fio de um carregador.

O fio arrebentou e ele então pegou uma coleira de cachorro que estava no chão e a matou por esganadura. Segundo relato de uma vizinha do casal, dona Evanilda Maria Lovera, enquanto brigava com o namorado, a jovem gritou por socorro. De pronto apelou para que Paulo cessasse as agressões, do contrário chamaria a Polícia.

Como a situação aparentemente se acalmou a vizinha foi dormir. Só que no interior da quitinete, o assassino foi pra cima novamente da vítima. A derrubou no chão e passou apertar o pescoço da moça mais ela resistia.

Foi então que pegou um fio de carregador de celular e a esganou com o objeto, até que o fio arrebentou. Recorreu então a coleira do cachorro e tornou a esganar a vítima até que esta viesse a óbito por asfixia.

Consumado o crime, conforme seu interrogatório na Delegacia, enrolou o corpo da vítima num lençol e foi dormiu. No sábado e domingo manteve sua rotina, inclusive foi trabalhar. Acabou preso na segunda-feira, dia 1ºde abril, quando a Polícia (acionada pelos vizinhos) descobriu o corpo da jovem que só foi sepultada 4 dias depois em Dois Irmãos do Buriti, quando o Instituto Médico Legal e Odontológico de Campo Grande, liberou o corpo.