Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Segunda, 21 de Setembro de 2020

Sidrolândia

No crime desde os 13 anos, aos 19 rapaz já tem condenação e é réu por furto qualificado

Desde os 13 anos, usuário de drogas, frequenta o noticiário policiais, esteve internado em clínicas para desintoxicação das drogas.

Redação/Região News

03 de Fevereiro de 2020 - 09:04

No crime desde os 13 anos, aos 19 rapaz já tem condenação e é réu por furto qualificado

Denunciado pelo Ministério Público mês passado, por furto qualificado, Vandelson Brites Machado, só vai completar 20 anos em novembro, nem bem entrou no terceiro ano de maioridade, mas já tem uma condenação por furto (convertida em pena de um ano para ser cumprida em regime aberto).

Desde os 13 anos, usuário de drogas, frequenta o noticiário policiais, esteve internado em clínicas para desintoxicação das drogas, passou por casas abrigos e esteve várias temporadas cumprindo medidas socioeducativas.

Filho de família desestruturada, pais separados, a mãe dependente química, o irmão dele, também refém das drogas, chegou a ser adotado, mas não conseguiu se adaptar. Neguinho, como é conhecido, permaneceu em Unidades de Internação (UNEI) para cumprir medida socioeducativa até janeiro de 2018.

No último dia 10, Vandelson em companhia de um adolescente entrou na casa de Dayane Rocha, no Jardim Paraíso, mas a investida criminosa se revelou um fiasco. Foi capturado pela própria vítima com ajuda de vizinhos que recuperaram os três celulares (avaliados em R$ 2.500,00) e R$ 1 mil em dinheiro, roubados. Ameaçou matar Dayane e o marido dela, quando sair da cadeia. Uma semana após ser preso, o juiz Aluízio Pereira converteu em preventiva a prisão em flagrante.

Na decisão do magistrado pesou o longo antecedente de atos infracionais praticados por ele na adolescência. "Embora os registros de atos infracionais não possam ser utilizados para fins de reincidência ou maus antecedentes, por não serem considerados crimes, podem ser sopesados na análise da personalidade do paciente, reforçando os elementos já suficientes dos autos que o apontam como pessoa perigosa e cuja segregação é necessária".

De qualquer forma Vandelson não é mais réu primário. Ele foi condenado no último dia 29, pelo juiz Claudio Muller Pareja, a 3 anos e um mês, mas como foi uma pena abaixo de 4 anos, poderia recorrer da sentença em liberdade, benefício que não poderá usufruir após o flagrante do dia 10 de janeiro. Exatamente um ano antes, em companhia de um adolescente, com um simulacro revólver, ele abordou Emily Soares na Rua Targino de Souza Barbosa, com a intenção de levar o celular dela. A vítima saiu correndo e o suspeito acabou preso pela Polícia Militar.

Passado de crimes

Usuário de drogas desde os 11 anos de idade, Vandelson, durante a adolescência teve dezenas de apreensões, quase sempre pela prática de furto para financiar o vício. Mesmo sendo um garoto de baixa estatura, corpo franzino, em algumas destas investidas causou pânico as vítimas, como em outubro de 2014, quando trancou a vítima num banheiro público, a espancou antes de levar o dinheiro.

Em dezembro daquele mesmo ano fugiu da Casa Abrigo para onde foi encaminhado logo depois de furtar uma centrífuga e uma bicicleta na casa de Maria Fátima Oliveira, localizada na Rua Hugo Yuli, no Morada da Serra. Foi localizado pelo conselheiro tutelar de plantão que foi acionado pela vítima. O então garoto foi encontrado escondido embaixo da cama do quarto onde mora com o pai na Aldeia Tereré.

Antes de ser levado para uma Unidade de Internação, a Justiça por duas vezes tentou livrá-lo do vicio das drogas.

Na primeira vez, voluntariamente, em janeiro de 2015 foi levado para uma comunidade terapêutica em Jaraguari onde não se adaptou, provocou muita confusão e acabou retornando a Sidrolândia, sendo levado para a Casa Abrigo. No mês seguinte, o juiz Fernando Moreira determinou sua internação compulsória numa clínica de desintoxicação em Campo Grande, com o tratamento custeado pela Prefeitura.

Ele permaneceu um período internado, retornou à cidade e voltou a perambular pelas ruas, praticando furtos e consumindo drogas. Esta rotina de períodos de reclusão e de volta às ruas, se estendeu até aos 17 anos, quando voltou a ter uma temporada numa UNEI, onde ficou até 2018, quando atingiu a maioridade.