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Sidrolândia

Para abrir acesso a frigorífico, Governo entra com máquinas e Prefeitura com 700 caminhões de cascalho e aterro

Governo do Estado vai iniciar a implantação da via, quando a Prefeitura providenciar 700 caminhões de cascalho e aterro.

Flávio Paes/Região News

18 de Dezembro de 2019 - 07:36

Para abrir acesso a frigorífico, Governo entra com máquinas e Prefeitura com 700 caminhões de cascalho e aterro

Além de depender de um período prolongado de estiagem, previsto para a segunda quinzena de janeiro, o Governo do Estado só vai iniciar a implantação da via de acesso de 5,4 km ao Frigorifico Balbinos, quando a Prefeitura de Sidrolândia providenciar 700 caminhões de cascalho (de preferência numa jazida licenciada num raio de 15 quilômetros da obra); material de aterro para as cabeceiras e manilhas da travessia sobre o Córrego Água Azul, que só poderá ser feito com licenciamento ambiental, atribuição da própria Prefeitura.

São essas as contrapartidas que o município terá de oferecer para o Governo iniciar a obra que será executada com equipamentos da Agesul (regional de Campo Grande). Segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural, Ivan de Oliveira Santos, desde a reunião com engenheiro da Agesul, Caio Monteiro Veloso que esteve na cidade há 12 dias, a administração municipal tem buscado viabilizar o material solicitado, mas ele reconhece, não ser uma tarefa fácil. A pedido dos engenheiros da Agesul, foram feitos ajustes no projeto elaborado pelo Departamento de Planejamento.

Além da necessidade de encontrar um tipo de cascalho adequado, o moleto, para ser usado na terraplanagem e revestimento primário da avenida, será preciso convencer o produtor rural dono da jazida, a doar o material de graça, já que a Prefeitura em princípio não tem recursos para comprar. O custo da implantação da avenida foi calculado pelo Departamento de Planejamento, em R$ 833.850,83, valor que embute, além do cascalho, aterro, tubulação para a bueiro sobre o córrego Azul, a construção de um dissipador de energia, um vertedouro e uma bacia de detenção para o escoamento da enxurrada que atravessa sob a pista da MS-162.

Novela

O projeto de abertura deste acesso, projetado inicialmente com pista dupla e ciclovia, se arrasta desde 2014, quando os produtores Paulino Straliotto e Ivone Soares, doaram 13,8 hectares de suas propriedades que ficam no traçado que vai ligar a MS-162 aos fundos do Jardim Paraíso, onde desde dezembro de 2017 funciona o Frigorífico Balbinos, resultado de um investimento de R$ 50 milhões, que gera 300 empregos diretos, onde são abatidos 600 bois por dia.

Já foram encaminhados ao Governo do Estado pelo menos três projetos. No dia 31 de agosto de 2017, o secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, acompanhado do presidente da FIEMS, Sérgio Longen, foi na área e anunciou que estavam disponíveis R$ 411 mil do Fundo de Desenvolvimento da Indústria, para financiar a obra.

O dinheiro teve outra destinação, porque a Prefeitura não teria providenciado o licenciamento, nem encaminhado o projeto. Pelo menos é que Verruck alegou tempo depois. Os deputados estaduais Paulo Côrrea e Gerson Claro já fizeram gestões e em outubro, na audiência com o govenador Reinaldo Azambuja durante o Governo Presente, o prefeito Marcelo Ascoli, reiterou a prioridade da obra.

Enquanto isto, a indústria só aguarda o acesso e a pavimentação de um trecho de 407 metros da Rua Dr. Costa Marques (orçada em R$ 1.425.045,85), para dobrar a produção, colocar em funcionamento uma sala de desossa, que vai empregar mais 300 trabalhadores.