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Sidrolândia

Secretário vai fazer transplante de medula dia 14 de janeiro em hospital de Jaú

Flávio Paes/Região News

26 de Novembro de 2020 - 16:48

Sandro Luiz e Hélder Zoz na clinica MS Diagnósticos em Campo Grande. Ambos fizeram o exame chamando Petscan. Foto: Reprodução/Facebook

Está marcado para o próximo dia 14 de janeiro, o transplante de medula óssea que o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e vereador eleito Sandro Luiz Gonzalez, vai se submeter como parte do tratamento de um câncer diagnosticado no último mês de maio.

Sandro fará um transplante autólogo e no próximo dia 14 vai ter o primeiro contato com a equipe médica do Hospital Amaral Carvalho, em Jaú, que há 20 anos é especializado em transplante. Jaú é uma cidade da região central do Estado de São Paulo, tem uma população de 150 mil habitantes, fica distante 800 km de Sidrolândia.

Nesta quinta-feira o agora secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, passou o dia na MS Diagnósticos onde faz um exame chamando Petscan, que é como se fosse um scanner no organismo dele para detectar as células cancerígenas que ele ainda tem no organismo. Após o transplante ele vai ficar 30 dias internado no Hospital Amaral Carvalho.

Saiba mais sobre o transplante autólogo de medula óssea 

Existem dois tipos principais de transplante de medula: autólogo e alogênico. No transplante autólogo, as próprias células-tronco hematopoiéticas do paciente são removidas antes que a quimioterapia ou radioterapia de alta dose seja administrada, e, então, são armazenadas para posterior uso. Após a quimioterapia ou a radiação estar finalizada, as células colhidas são infundidas no paciente.

No transplante alogênico, as células-tronco hematopoiéticas vêm de um doador, idealmente um irmão ou irmã com uma composição genética semelhante. Se o paciente não tem um doador aparentado compatível, medula óssea de uma pessoa não aparentada e com uma composição genética semelhante pode ser usada. Em algumas circunstâncias, um pai ou filho que tenha apenas metade da correspondência também pode ser usado; isso é chamado de transplante haploidêntico. O sangue de cordão umbilical também pode ser usado, uma vez que ele é rico em células-tronco hematopoiéticas.

Qual tipo de transplante é melhor? 

O médico determinará se o transplante alogênico ou autólogo é o melhor baseado em muitos fatores, como a doença subjacente, idade, estado de saúde geral e disponibilidade de um doador adequado. Essa é uma decisão complexa, pois as diferentes formas de transplante acarretam diferentes riscos. Como regra geral, o transplante autólogo está associado a menos efeitos colaterais graves, uma vez que o paciente recebe células do seu próprio corpo.

Em um transplante alogênico, o sistema imunológico do doador pode reconhecer as células do paciente receptor, incluindo as células tumorais, como estranhas, e as rejeitam. Essa reação benéfica é chamada de efeito enxerto versus tumor. Em muitos tipos de câncer, a resposta imune causada pelas células transplantadas melhora a eficácia geral do tratamento. Esta resposta imune ajuda a matar quaisquer células cancerosas residuais remanescentes. Uma grande preocupação é que também pode ocorrer uma resposta imune contra os tecidos normais, chamada doença do enxerto contra o hospedeiro.