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Sidrolândia

Sidrolândia descarta lockdown, mas terá desafio de testar índios e moradores de bairros com maior incidência de Covid-19

Além do lockdown, que em princípio está descartado, a Prefeitura terá de dificuldades de seguir outras recomendações.

Flávio Paes/Região News

16 de Julho de 2020 - 14:21

Sidrolandia está junto com outros 5 municípios, Campo Grande, Alcinópolis, Corguinho e Maracaju onde a Secretaria Estadual de Saúde recomenda a adoção do lockdown, medida extrema de suspensão das atividades econômicas para reduzir a circulação de pessoas e achatar a curva de transmissão do Covid-19.

A cidade é um dos seis municípios que estão na faixa preta no mapa do programa Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança na Economia), estudo desenvolvido pelo Governo do Estado para monitorar a evolução da pandemia. Conforme o último boletim epidemiológico, Sidrolândia contabiliza 152 casos e 4 mortes.

A bandeira sinaliza o mais grave nível do programa de monitoramento. No caso, a recomendação é manter abertas apenas atividades consideradas essenciais (como alimentação, unidades de Saúde e postos de combustível), o chamado lockdown, que em princípio o prefeito Marcelo Ascoli não pretende adotar.

Segundo a enfermeira Cleide Roque, Sidrolândia não deve nem mesmo acompanhar as medidas da Prefeitura de Campo Grande, que adotou para as próximas duas semanas, fechamento do comércio as 17 horas de segunda-feira e no final de semana, liberando apenas o funcionamento de serviços essenciais, supermercados, farmácias, postos de combustível, dentre outros segmentos.

Sidrolândia descarta lockdown, mas terá desafio de testar índios e moradores de bairros com maior incidência de Covid-19

Além do lockdown, que em princípio está descartado, a Prefeitura terá de dificuldades de seguir outras recomendações do Prosseguir, como testar a comunidade indígena (que registrou uma morte e 15 casos), além da população dos bairros que apresentam maior número de casos. A Prefeitura adquiriu 3 mil kits, mas até agora não recebeu todos. Tem feito em média 40 testes por dia com 3 casos positivos a cada grupo de 10 pessoas testadas.

De qualquer maneira o prefeito vai seguir as recomendações do governo que ainda hoje entrega os relatórios com análises do Prosseguir sobre os indicadores de Saúde monitorados. O documento deve nortear as ações das prefeituras, que podem endurecer ou afrouxar medidas restritivas. Os relatórios serão emitidos a cada 15 dias.

Os dez indicadores de saúde que definem o grau de risco dos municípios consideram a disponibilidade de leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva), de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), busca por contatos de casos confirmados, redução da mortalidade por covid-19, disponibilidade de testes, incidência na população indígena, redução de casos entre profissionais da saúde, redução de novos casos, fronteira ou divisa com Estado que tenha aumento de casos e necessidade de expansão de leitos.

Sidrolândia tem 15 leitos hospitalares, 5 de UTI, com ocupação média de 50%. O hospital enfrenta dificuldades para contratar médicos, tanto que atualmente só dispõe de 3 para cumprir os plantões.

Dentre as medidas restritivas está prevista a antecipação do início do toque de recolher de 22 para às 20 horas. Deve ser proibido o funcionamento de bares e conveniências, principais focos de contaminação. O protocolo do Prosseguir prevê para municípios na situação de Sidrolândia, a cobrança do uso de máscaras.

Programa - Como um semáforo, o Prosseguir classifica os municípios de Mato Grosso do Sul em escala que vai de risco extremo a baixo risco para o novo coronavírus. A iniciativa do Governo Estadual define recomendações de endurecimento ou flexibilização das medidas de enfrentamento à pandemia de acordo com o diagnóstico de cada cidade.

A metodologia do programa foi desenvolvida pelo governo do Estado em parceria com a OPAS (Organização Panamericana de Saúde), braço continental da OMS (Organização Mundial de Saúde).

O patamar vermelho fica uma casa acima do risco extremo, de cor preta. Cidades pintadas em laranja têm risco médio para a pandemia. Uma evolução leva ao patamar tolerável, de cor amarela. O ideal é atingir o risco baixo.