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Sidrolândia

Tribunal de Justiça mantém prisão preventiva de ex-comandante da PM em Sidrolândia

Jidevaldo de Souza Lima, foi preso no dia 15 de maio durante a Operação Avalanche, que levou para a cadeia militares do alto escalão.

Flávio Paes/Região News

19 de Junho de 2020 - 08:42

Tribunal de Justiça mantém prisão preventiva de ex-comandante da PM em Sidrolândia

O Tribunal de Justiça negou pedido de liberdade provisória para o tenente-coronel da Polícia Militar, Jidevaldo de Souza Lima, que foi preso no dia 15 de maio durante a Operação Avalanche, que levou para a cadeia militares do alto escalão de Mato Grosso do Sul que estavam envolvidos com contrabando de cigarros.

O tenente-coronel Jidevaldo comandou a 8ª Companhia Independente da PM por 8 meses, deixando o cargo em maio de 2019, sendo substituído pelo tenente-coronel Erivaldo José Duarte Alves que deixou o cargo em dezembro. Ele também está preso, acusado de conivência com uma guarnição que estaria exigindo propina de contrabandistas e até traficantes, para não os prender além de se apropriar de parte dos produtos contrabandeados em barreiras.

O desembargador José Ale Ahmad Netto, relator do processo, manteve a prisão preventiva de Jidevaldo. “No caso em tela, após analisar detidamente os argumentos expedidos pela defesa, bem como as cópias que acompanharam a impetração, não vislumbro a presença dos pressupostos necessários à concessão de tutela de urgência, eis que não transparece a priori, qualquer ilegalidade ou abuso de poder no ato atacado”, decidiu.

A investigação descobriu que o tenente-coronel Jidevaldo teria tido um aumento patrimonial crescente desde 2015. Assim, para o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) o militar chegou a afirmar que recebeu um prêmio da loteria, no valor de R$ 203.452,00. Com isso, tentou justificar os depósitos.

Em um único dia, o tenente-coronel recebeu depósitos de R$ 21 mil e R$ 15 mil, em 2018. Antes de ser preso, o militar chefiava da 4ª Seção do Estado Maior da PMMS, onde atuava na ‘Política e Planejamento de Logística’ recebendo o valor de R$ 22.851,93 como rendimento fixo na Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública).

Além de Jidevaldo (que chefiava a 4ª seção do Estado-Maior), são réus pelos crimes de organização criminosa e corrupção passiva Kleber Haddad Lane (que era titular da Superintendência de Assistência Socioeducativa), do tenente-coronel Carlos da Silva (então comandante da PM de Dourados), do tenente-coronel Josafá Pereira Dominoni (preso no comando da 5ª Companhia da PM de Campo Grande), do tenente-coronel Wesley Freire de Araújo (que comandava a PM em Naviraí) e do major Luiz Cesar de Souza Herculano (que era comandante em Coxim).

Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), o valor da propina recebida pelos oficiais variava de R$ 10 mil a R$ 150 mil. Após a operação, os comandos foram trocados e todos os presos afastados das funções.