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Sidrolândia

Uso de luvas na aplicação de vacinas gera debate por falta de informação

O uso do EPI não é exigido pelas autoridades sanitárias quando os profissionais de saúde vão ministrar a dose de vacina.

Gildo Tavares/Região News

26 de Março de 2020 - 15:54

Uso de luvas na aplicação de vacinas gera debate por falta de informação

Neste momento em que todos estão na luta contra o avanço do coronavírus, o uso dos materiais de segurança, os chamados Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas e máscaras, tem gerado debates. Nesta semana uma fotografia da primeira-dama de Sidrolândia, a enfermeira, aplicando a vacina contra a influenza em um idoso, sem a utilização de luvas levantou um debate sobre o que é certo ou errado neste tipo de procedimento.

Neste caso, o uso não é uma exigência das autoridades sanitárias. As diretrizes internacionais e do Ministério da Saúde não exigem o uso de luvas ao administrar vacinas, a menos que a pessoa que administra a vacina entre em contato com fluidos corporais potencialmente infecciosos ou tenha uma lesão aberta na mão. A recomendação neste caso é sempre que o profissional de saúde aplicar a vacina em um idoso, ou mesmo em outra pessoa, que faça a higienização das mãos logo em seguida, lavando com água e sabão e aplicando o álcool em gel 70%.

Ana Lídia se manifestou sobre o assunto, e disse que sempre atuou conforme orientações das diretrizes internacionais e do Ministério da Saúde. “Sou profissional de enfermagem há muitos anos. Temos a orientação da parte sanitária, e a luva é para ser usada em procedimentos onde o profissional corre risco, em casos de fazer um curativo por exemplo. Todas as vezes que aplico a dose da vacina em um idoso, ou em qualquer outra situação, lavo as mãos adequadamente e levo meu frasco com álcool em gel, a cada atendimento”, falou.

Mesmo que o profissional fosse ministrar a vacina com o uso de luvas, isso se tornaria inviável neste tempo de pandemia do coronavírus, por causa da escassez do produto no mercado, por que seria necessária a troca do EPI a cada dose aplicada. Um profissional de saúde em campanha de imunização chega a aplicar aproximadamente 50 vacinas em um dia.