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SIDROLÂNDIA- MS

Incra lança novos editais para 106 lotes e amplia para 161 vagas oferta de áreas em assentamentos

Com a medida, o total de áreas disponibilizadas pelo órgão no município chega a 161 lotes.

Redação/Região News

25 de Junho de 2026 - 13:00

Incra lança novos editais para 106 lotes e amplia para 161 vagas oferta de áreas em assentamentos
Incra de Sidrolândia. Foto: Arquivo Região News

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) publicou novos editais abrindo inscrições para mais 106 lotes em assentamentos de Sidrolândia. Com a medida, o total de áreas disponibilizadas pelo órgão no município chega a 161 lotes, somando-se aos 55 já anunciados na semana passada para o Assentamento Eldorado II.

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As novas vagas estão distribuídas entre os assentamentos Barra Nova (1 lote), Alambari/Fetagri (15), Capão Bonito (25), Santa Terezinha (15), Jibóia (30), Eldorado (10) e Santa Lúcia (10).

A ampliação da oferta de áreas foi viabilizada após a redução da reserva legal dos assentamentos de 30% para 20%, medida autorizada pelo governo federal que liberou aproximadamente 8.238 hectares para atividades produtivas e assentamento de novas famílias em Mato Grosso do Sul.

Segundo o Incra, a estratégia busca ampliar o acesso à terra sem a necessidade de desapropriar novas propriedades rurais. Em diversos municípios sul-mato-grossenses, a flexibilização permitiu a criação de centenas de novos lotes em áreas já destinadas à reforma agrária.''

Para participar do processo seletivo, os candidatos devem exercer atividades como agricultura, extrativismo ou artesanato como principal fonte de renda familiar e manter cadastro atualizado no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). A classificação levará em conta critérios como experiência na atividade rural, disponibilidade de mão de obra familiar e participação de jovens nas atividades produtivas.

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A abertura dos novos lotes também reacendeu o debate sobre a sucessão rural nos assentamentos. Lideranças locais defendem que filhos de famílias já assentadas tenham prioridade na seleção, argumentando que a medida contribuiria para a permanência dos jovens no campo e para a continuidade da produção agrícola nas comunidades.

A iniciativa ocorre em meio à pressão por novas áreas de reforma agrária em Mato Grosso do Sul. Com milhares de famílias cadastradas aguardando acesso à terra e limitações orçamentárias para a criação de novos assentamentos, o governo federal tem adotado alternativas como a reorganização de áreas já existentes para ampliar o número de beneficiários do programa.

Apesar da ampliação da oferta de lotes, a realidade de parte dos assentamentos da região evidencia desafios históricos relacionados à permanência das famílias beneficiadas pela reforma agrária. Em assentamentos como Capão Bonito, Jibóia e Santa Terezinha, há registros de que diversos beneficiários originais deixaram as áreas ao longo dos anos, seja por meio da venda irregular dos lotes ou do arrendamento para atividades agrícolas em larga escala, especialmente para o cultivo de soja e milho.

Como a maioria desses assentamentos foi criada há mais de 20 anos, uma eventual retomada das áreas pelo Incra exigiria a análise individual de cada situação e poderia resultar em longos processos administrativos e judiciais. Em muitos casos, as áreas passaram a ser exploradas por terceiros, incluindo produtores rurais e proprietários de fazendas localizadas nas proximidades dos assentamentos.

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A situação é frequentemente apontada por lideranças rurais como um dos principais entraves para a ampliação do acesso à terra. Defensores da reforma agrária argumentam que a recuperação de áreas ocupadas em desacordo com as regras do programa poderia beneficiar famílias que aguardam há anos na fila por um lote. Por outro lado, a regularização dessas situações costuma envolver disputas jurídicas complexas e demandas por fiscalização contínua.

Com a abertura dos novos editais, o Incra busca ampliar o número de famílias atendidas pela reforma agrária utilizando áreas já existentes, ao mesmo tempo em que o debate sobre a ocupação e a destinação dos lotes segue presente nas comunidades rurais de Sidrolândia e de outras regiões do Estado.